O Governo da Venezuela e a aliança parlamentar da oposição Mesa de Unidade Democrática chegaram a um acordo para o Vaticano ser mediador na agenda de diálogo nacional, anunciou esta quinta-feira a União de Nações da América do Sul (Unasul).

“Encontrámos uma aceitação das partes para que esta tarefa que estamos a desenvolver (…) seja acompanhada pelo Vaticano. Parece-me que é uma boa notícia, que haja uma aceitação conjunta desta solicitação, que nos enriquecerá espiritual e politicamente”, disse o secretário da Unasul.

Ernesto Samper falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, acompanhado pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pela ministra venezuelana de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, e pelos ex-chefes de governos José Luís Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana) e Martín Torrijos (Panamá), mediadores no conflito interno venezuelano.

Segundo Ernesto Samper, na Venezuela existe uma realidade política com duas opções, a da “polarização, violência, ingerência internacional” e a “do diálogo”.

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Por outro lado, Nicolás Maduro anunciou que está “a abrir-se um caminho” para o diálogo político com a oposição, com vista a solucionar a crise político-económica venezuelana.

O presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, anunciou, na quinta-feira, que os representantes da Mesa de Unidade Democrática vão reunir-se durante o fim de semana para decidir se participam ou não no diálogo proposto pelo Executivo.

Por outro lado, informou que recebeu uma carta de Ernesto Samper, em nome da Unasul, “solicitando aceitar o diálogo proposto” pelo Chefe de Estado.