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Vital Moreira

Vital Moreira: Um governo de “ménage a trois” entre PS, BE e PCP “é ficção”

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O constitucionalista do PS duvida que os bloquistas e os comunistas queiram comprometer-se num Governo. Mais: coloca em causa a capacidade de Costa fazer um segundo ciclo, pós-autárquicas.

Vital Moreira, socialista, está pouco confiante de que o PS tenha força política suficiente para um segundo ciclo governativo, depois das autárquicas

Paolo Aguilar/EPA

Autor
  • Margarida Peixoto

Vital Moreira não tem dúvidas: imaginar um governo comum, numa “ménage a trois” entre PS, BE e PCP, depois das autárquicas é apenas e só “ficção”. Num post publicado este sábado no blog Causa Nossa, o constitucionalista responde à ideia lançada pelo antigo diretor de campanha do PS, Ascenso Simões.

Imaginar um ministro do BE ao lado de um ministro do PCP pertence à ordem da ficção política”, escreve o socialista.

Para Vital Moreira, “mesmo que cada um desses partidos aceitasse colaborar com o PS num governo comum (o que é muito problemático…), já nenhum deles concebe compartilhar com o outro uma mesa de conselho de ministros num “ménage a trois” com o PS.

O constitucionalista remete diretamente (incluindo um link no seu post) para as declarações de Ascenso Simões, numa entrevista ao jornal i, que argumenta que os partidos de esquerda deviam ir para o Governo, a seguir às autárquicas. Contudo, aproveita para discordar da ideia segundo a qual uma solução tripartida de governo seria desejável.

Argumenta que “estes meses mostraram o fosso intransponível entre o PS e os seus parceiros de maioria parlamentar em matérias tão decisivas como a UE, a disciplina orçamental e a dívida pública” e garante que “os dois partidos da extrema-esquerda não têm nenhum interesse em comprometer-se politicamente no Governo, visto que só lhes interessa ‘sacar’ do PS as vantagens acordadas, sem terem de pagar o preço pela corresponsabilização em outras politicas”.

Numa adenda aos primeiros pensamentos, Vital Moreira aproveita para acrescentar que não está assim tão confiante de que a seguir às autárquicas o PS vá continuar com tamanho apoio popular:

“Noto agora que a proposta é para concretizar somente depois das autárquicas do próximo ano, o que pressupõe que nessa altura o PS ainda terá força política bastante para um segundo ciclo governativo e que o Presidente da República estaria disponível para aceitar a demissão e reconduzir o primeiro-ministro para um segundo Governo. Saúda-se a confiança…

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