Joe Biden

Vice-Presidente dos EUA nega conhecimento antecipado de tentativa de golpe na Turquia

O vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, negou com veemência que Washington tivesse conhecimento de antemão ou colaborado na tentativa de golpe de Estado na Turquia em 15 de julho.

STRINGER/EPA

O vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, negou esta quarta-feira com veemência que Washington tivesse conhecimento de antemão ou colaborado na tentativa de golpe de Estado na Turquia em 15 de julho.

Biden, que se encontra em visita a Ancara, afirmou que as autoridades norte-americanas estão a cooperar com a Turquia e a estudar o pedido de extradição do clérigo Fetullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e que o governo turco acusa de estar por trás da tentativa de golpe.

“Não temos interesse em proteger ninguém que tenha provocado danos a um aliado, mas temos que cumprir com as nossas obrigações legais”, disse Biden num discurso no parlamento turco, depois de uma reunião com o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yilirim.

Biden declarou o “inquebrável apoio dos Estados Unidos à Turquia, depois da tentativa de golpe de Estado do mês passado”.

“Contra qualquer especulação que tenham ouvido sobre se os Estados Unidos tiveram advertências de antemão ou cumplicidade (no golpe). Os Estados Unidos não tiveram, não tiveram, nenhum conhecimento prévio do que se passou a 15 de julho”, afirmou.

“O povo da Turquia não tem melhor amigo do que os Estados Unidos e isto repito, não têm melhor amigo do que os Estados Unidos”, disse Biden no discurso que foi transmitido pelas rádios locais.

Expressando as suas condolências e solidariedade à Turquia pelo último atentado realizado pelo grupo extremista Estado Islâmico, que deixou 54 mortos numa cerimónia de casamento no passado fim de semana, Biden disse que Ancara e Washington vão continuar a combater a organização terrorista na Síria.

Biden encontra-se na Turquia, com o objetivo de acalmar as tensões entre os dois países.

Representantes turcos acusaram, nas últimas semanas, os Estados Unidos de não terem expressado de imediato a rejeição à tentativa de golpe e de não quererem cooperar para a extradição de Gulen.

A visita coincide com uma ofensiva de forças turcas no norte da Síria contra zonas controladas pelo Estado Islâmico e por milícias curdas.

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