O bispo de Leiria-Fátima, António Marto, pediu esta quinta-feira ao secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que “diga ao Santo Padre que no próximo ano, em maio, o queremos acolher aqui de braços abertos”. Na mensagem dirigida no final da missa desta manhã, que encerra a última grande peregrinação a Fátima do ano, António Marto agradeceu a Pietro Parolin por ter trazido “o afeto do Santo Padre”, e pediu-lhe que transmita “os sentimentos e os aplausos dos peregrinos”.

“Queremos acender aqui com ele as velas da nossa fé, queremos rezar com ele os mistérios de Cristo, recitando o rosário, queremos cantar com ele o Magnificat da misericórdia”, disse António Marto ao chefe da diplomacia do Vaticano e aos peregrinos presentes em Fátima.

Cristãos não podem ser “meros espetadores” na Igreja

O cardeal Pietro Parolin, apelou aos cristãos que não estejam na Igreja “como meros espetadores”. O chefe da diplomacia da Santa Sé, que está em Portugal a presidir à última grande peregrinação a Fátima antes da visita do Papa Francisco, pediu aos peregrinos que sejam “construtores pacientes” da Igreja, “não obstante as contradições e os lados obscuros da vida; antes, dentro deles”.

Na homilia da celebração desta manhã em Fátima, que é a última grande antes de o Papa visitar o Santuário, o número dois do Vaticano pediu ainda aos peregrinos que olhem para Maria como exemplo de quem “não duvidou da fidelidade de Deus”, nem mesmo na “morte injusta e violenta do filho”.

Pietro Parolin está em Fátima para “preparar o caminho” para a visita do Papa, em maio do próximo ano, data em que se assinala o centenário das aparições. Esta quarta-feira, já garantiu que, no regresso ao Vaticano, irá contar a Francisco como foi a sua experiência em Fátima, esperando que o relato contribua para o planeamento da viagem do Papa a Portugal.

A visita continua, para já, sem programa definido. O líder da diplomacia do Vaticano disse que a viagem “está por pensar e por organizar”, de acordo com a vontade do Papa. “Creio que o papa se quererá concentrar no centenário das aparições”, disse então o chefe da diplomacia da Santa Sé, aludindo a uma visita “breve”. Parolin acrescentou que os detalhes da visita serão conhecidos em breve.

Na peregrinação, o bispo de Leiria-Fátima abençoou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que será enviada para a diocese de Alepo, na Síria, afetada pela guerra civil do país.

Inscreveram-se na peregrinação internacional aniversária de outubro 92 grupos organizados, oriundos de Timor-Leste, Senegal, Suíça, Nigéria, Polónia, Itália, Filipinas, Hungria, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Eslováquia, Croácia, Coreia do Sul, França, Irlanda, Benim, Brasil, Bélgica, Áustria, Austrália, Alemanha e, naturalmente, Portugal.