A ministra da Administração Interna (MAI), Constança Urbano de Sousa, disse esta segunda-feira que caso do suspeito dos homicídios em Aguiar da Beira não é “um reality show” e que “é preciso deixar as polícias trabalhar”.

É preciso não fazer deste caso um reality show (…). É preciso deixar as nossas polícias trabalhar”, frisou a ministra à margem da apresentação do Contrato Local de Segurança do Porto.

Admitindo ser este “um caso que é naturalmente complicado e complexo, dada a área de intervenção e todas as circunstâncias” que o envolvem, a governante pediu para “deixar as nossas polícias trabalhar, como elas sabem fazer”.

E acrescentou:

Não vamos estar constantemente em cima, pressionando e muitas vezes estragando as operações porque se faz disso um caso que é um ‘reality show’ “.

“As operações têm o seu tempo, e no seu tempo temos que respeitar”, frisou Constança Urbana de Sousa para quem as últimas notícias sobre o suspeito resultam num ” ‘reality show’ sem qualquer tipo de sentido“.

Dirigindo-se às populações das áreas onde o suspeito tem sido avistado, a ministra destacou que “existe neste momento um reforço bastante grande da GNR que assegura a tranquilidade das populações”.

O homem suspeito de ter matado duas pessoas em Aguiar da Beira, Guarda, um deles um militar da GNR, e de ter ferido outras duas, anda fugido às autoridades desde o dia 11.

Na quinta-feira passada o Ministério Público da Guarda divulgou ter emitido um mandado de detenção europeu para o suspeito.

O homem já terá sido avistado na zona de S. Pedro do Sul, distrito de Viseu, e ainda em Arouca, distrito de Aveiro, de onde será natural. Também em Vila Real e, mais recentemente, na Galiza, Espanha, o homem terá sido avistado por populares.