As autoridades egípcias entregaram este domingo a um tribunal militar 292 alegados terroristas acusados de pertencer a uma ramificação do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico e de planear o assassínio do presidente do país, informou a agência oficial MENA.

Os suspeitos integravam alegadamente 22 células terroristas da organização Wilayat Sina, que opera principalmente na península do Sinai, no norte do Egipto.

Segundo a agência, as autoridades obtiveram confissões de pelo menos 66 acusados de 18 atos terroristas, incluindo duas tentativas de assassínio do presidente Abdel Fattah al-Sisi no Egipto e em Meca (na Arábia Saudita).

Os suspeitos também foram investigados por uma alegada tentativa de assassínio o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Nayef.

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Foi-lhes ainda atribuída a autoria de um atentado perpetrado a 24 de novembro de 2015 contra um hotel na cidade de Al Arish, no norte do Sinai, onde estavam alojados juízes que supervisionavam as eleições gerais egípcias. Morreram dois juízes e dois polícias.

O grupo foi ainda acusado de um atentado em fevereiro de 2014 contra um autocarro de turistas em Taba, no sul do Sinai, que causou quatro mortos e 15 feridos.