A investigação a Cristiano Ronaldo está “avançada” e decorre “em silêncio e ao seu ritmo” há ano e meio, embora as ações das Finanças só tenham começado oficialmente a 3 de dezembro de 2015. A garantia foi dada por fontes do Ministério das Finanças espanhol ao jornal El Mundo. Quando a agência tributária em Espanha tiver recolhida provas suficientes e sólidas da alegada fuga ao fisco de Ronaldo, estas serão encaminhadas para o Ministério Público, em Madrid, e posteriormente será deduzida a acusação em tribunal. Se for declarado culpado de delito fiscal, Ronaldo poderá ser condenado até seis anos de prisão.

Cristiano Ronaldo é suspeito de ter desviado para três empresas nas Ilhas Virgens britânicas cerca de 150 milhões de euros, dinheiro vindo sobretudo de direitos de imagem e publicidade. A história deu à estampa há poucos dias, em resultado da investigação “Football Leaks” pelo consórcio European Investigative Collaborations, e a alegada evasão fiscal (com recurso a paraísos fiscais) de Ronaldo causou burburinho em Espanha.

No entanto, e logo que a história veio a público, a empresa que gere a carreira do atleta, a Gestifute de Jorge Mendes, apressou-se a desmentir tudo, garantindo que este pagou todos os impostos devidos.

As autoridades fiscais europeias têm critérios diferentes em matéria de direitos de imagem e os clientes estrangeiros veem-se com frequência afetados por essas diferenças, que respeitam e cumprem. Em todos os casos em que se verificaram divergências com as autoridades sobre os critérios fiscais a aplicar, as mesmas foram resolvidas por acordo, sem necessidade de recurso aos tribunais”, refere a Gestifute.

Na quarta-feira, três antigos futebolistas do Real Madrid — Xabi Alonso, Ángel di María e o português Ricardo Carvalho –, foram acusados pela Justiça espanhola de evasão fiscal. Também Fábio Coentrão está a ser investigado pelo mesmo crime.