O número de vítimas voltou a aumentar. Está confirmada a morte de quarenta e cinco militares num atentado suicida numa base militar em Aden, onde operam as forças jihadistas.

O ataque ainda não foi reivindicado mas tem as marcas da al-Qaida, que tem intensificado os seus ataques às tropas presentes na área, segundo diz agência de notícias Associated Press (AP). A célula terrorista da al-Qaida no Iémen é considerada a mais ativa de todo o mundo. Em Aden, a situação é particularmente volátil porque na cidade coexistem as forças leais ao Presidente Abed Rabbo Mansour Hadi, reconhecido internacionalmente, milícias locais, e diferentes grupos jihadistas.

Inicialmente, uma fonte militar referira à agência de notícias France Presse (AFP) que o atentado causara 20 mortos e 30 feridos.

O atentado, ocorreu quando um kamikaze fez detonar o seu cinto de explosivos num momento em que centenas de soldados estavam reunidos para receber o seu pagamento mensal na base Al-Sawlaban, próximo do aeroporto internacional de Aden.

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A guerra civil no Iémen, que dura há quase dois anos, opõe as forças rebeldes huthis, apoiadas por partidários do ex-Presidente, Ali Abdullah Saleh, a uma coligação militar árabe liderada pela Arábia Saudita. Os rebeldes xiitas controlam uma parte do território da capital Sanna (norte) enquanto grupos ´jihadistas` estão estacionados no sul.

Os atentados em Aden têm-se multiplicado nos últimos meses. O último ataque perto da cidade data de 29 de agosto e fez 71 mortos.