Mercado de Trabalho

Assunção Cristas. “O melhor é não mexer nas reformas do mercado de trabalho”

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Líder do CDS diz que a avaliação da OCDE às reformas no mercado de trabalho mostra que estamos no caminho certo. Para Cristas, o melhor é não mexer nas reformas e dar tempo a que produzam resultados.

Paulo Cunha/LUSA

Autores
  • Miguel Santos Carrapatoso

A líder do CDS apela a que não sejam feitas reversões das reformas adotadas no mercado laboral. Em reação à divulgação da avaliação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), feita pelo Observador, Assunção Cristas lembra que o Governo tem feito um conjunto de reversões em outras áreas. “Na área laboral não têm sido feitas reversões e seria bom que não fossem feitas”.

Questionada pelos jornalistas, Cristas começou por manifestar estranheza pelo facto de o Governo não divulgar a avaliação da OCDE sobre as reformas do mercado de trabalho, ainda que o relatório seja preliminar como argumenta o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O documento mostra que as medidas tomadas pelo anterior Executivo, da qual Cristas fez parte, foram uma “reforma profunda que estão a ter um impacto positivo na competitividade, na economia portuguesa e na criação de emprego”.

“Não é por acaso que apesar de estarmos a crescer muito pouco, há criação de emprego. Provavelmente essa maior criação de emprego deve-se a uma maior flexibilidade introduzida na legislação laboral”.

Para a líder do CDS, vale a pena ouvir os estudos de entidades “independentes e credíveis” como a OCDE que mostram provavelmente que estamos no bom caminho e não devemos mexer nesta área. O melhor é não mexer nas reformas do mercado de trabalho e dar tempo a que produzam resultados.

Já no domingo, João Almeida tinha reagido ao estudo da OCDE sobre as reformas laborais introduzidas entre 2011 e 2015, que o Observador divulgou em primeira mão. O deputado e porta-voz do CDS considera que só vem confirmar mais uma vez que o caminho prosseguido pelo anterior Governo era positivo.

Em declarações ao Observador, João Almeida começou por salvaguardar que, sendo esta uma versão preliminar, “é fundamental que o estudo completo seja conhecido logo que possível”, para que os vários partidos e parceiros sociais possam ter “uma discussão mais habilitada” sobre os vários aspetos do mercado laboral.

O deputado do CDS não deixou, de resto, de lembrar que os socialistas “sempre questionaram as avaliações feitas pelo FMI e por outras entidades europeias” durante o período de intervenção da troika por acreditarem que estavam de alguma forma política e ideologicamente comprometidas com o anterior Governo. O PS, recordou João Almeida, sempre defendeu “que fosse a OCDE”, uma entidade com uma “credibilidade inquestionável”, a produzir uma avaliação desta natureza.

Ora, para João Almeida, as primeiras conclusões agora divulgadas comprovam que o anterior Governo tinha razão quando tentou “introduzir maior competitividade” no mercado laboral e torná-lo “mais ágil”.

O deputado centrista vê, por isso, com “alguma preocupação” as tentações de reversão do atual Governo no que diz respeito, por exemplo, às políticas ativas de emprego adotadas pelo anterior Executivo sobretudo junto dos mais jovens e dos desempregados de longa duração — um dos aspetos mais realçado pelos autores do estudo da OCDE.

Atualizado às 13.30 de segunda-feira com declarações da líder do CDS.

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