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O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim saiu em defesa de Passos Coelho, insurgindo-se contra os críticos do líder social-democrata. Abreu Amorim garantiu, numa longa publicação na rede social Facebook, que “aqueles que exigem uma mudança de líder estão a cumprir, alguns sem o saberem, os ditames estratégicos de Costa que só espera por essa oportunidade para se solidificar no poder”.

O deputado começou por salientar que nos últimos meses se tem agravado “uma feroz campanha mediática” contra o líder dos sociais democratas que pretende “convencer, à pressão, que Pedro Passos Coelho não tem futuro político e que a sua presença na liderança do PSD empobrece as hipóteses de regresso ao poder da atual Oposição”.

Abreu Amorim salientou que “nada disto é novo” e que a tentativa que reza o fim próximo de Passos Coelho é antiga, mas “falhou sempre”. Lembrou ainda que em 2010, quando Passos chegou à liderança “muitos dos inteligentes de serviço (ancorados em sondagens igualzinhas às de agora) juravam que não conseguiria vencer o PS de Sócrates e que nunca seria primeiro-ministro”.

O deputado prosseguiu na sua tentativa de desmontar a teoria de que Passos Coelho não tem futuro político: ” Depois, em 2011, quando PPC, já primeiro-ministro, teve de aplicar aquilo que os socialistas haviam negociado com a Troika, os mesmos asseguravam que o seu Governo nunca chegaria ao fim da Legislatura. Mas chegou, a crise foi vencida e Portugal começou a crescer”.

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Para o social democrata a “berraria acentuou-se após António Costa ter esfaqueado Seguro: a partir daí, Costa foi ungido por tudo o que se crê ser pensante no nosso indigenato político como o vencedor antecipado das Legislativas de 2015”. Em jeito irónico diz recordar ainda “ouvir gente muito diplomada a aconselhar-me no sentido de se livrarem do Passos e entregarem o PSD a um novo líder antes das eleições para termos hipóteses de as vencer. Enganaram-se outra vez! Agora, quando os ouço trautear exatamente a mesma melodia, quando vejo os mesmos a ensaiar novamente a certificação da história que já provou ser falsa, tantas vezes, não consigo deixar de me espantar com as doses assombrosas de fé que são necessárias para que esta gente continue a tentar conformar a realidade à lindas ideias de que julgam dispor”, escreveu.

Carlos Abreu Amorim defendeu a teoria de que o grande objetivo estratégico do PS de Costa, que está a tentar “enfiar pelas goelas abaixo dos portugueses”, é provocar uma crise no PSD para afastar Passos Coelho da Liderança e atirou: “PPC já os derrotou por duas vezes quando os socialistas estavam convencidos da inevitabilidade da sua própria vitória. Ao contrário da canzoada a soldo que quotidianamente exalta a Geringonça nos media, Costa e os seus sabem bem que quem os venceu por duas vezes pode muito bem voltar a fazê-lo uma terceira. Acresce que Passos Coelho não muda o discurso nem o estilo. Não diz agora o contrário daquilo que defendeu nos últimos anos. Permanece fiel ao que é e ao que acredita”.

Amorim foi ainda mais longe acusando António Costa de ser “um artista de circo político” e garantiu que o PSD não está dividido. “Se e quando Costa pressentir que o PSD está realmente dividido (e estamos muito, muito, longe disso), não tenho dúvidas, será esse o momento que escolherá para provocar uma crise e pedir Legislativas antecipadas. Esse é o desígnio estratégico dos socialistas: usar o seu poder mediático e algumas eternas ambições pessoais para tentar provocar uma crise de liderança no PSD que possa catapultar Costa para uma maioria absoluta no curto prazo”, atestou.