Tabaco

Autoridade Tributária e Aduaneira apreende 269 mil cigarros e 48 toneladas de folha de tabaco

Foram apreendidos quase 269 mil cigarros e 48 toneladas de folha de tabaco, cuja introdução ilícita no mercado resultaria numa fuga aos impostos superior a 10 milhões de euros.

INÁCIO ROSA/LUSA

A Autoridade Tributária e Aduaneira anunciou, esta quarta-feira, ter apreendido quase 269 mil cigarros e 48 toneladas de folha de tabaco cuja introdução ilícita no mercado português resultaria numa fuga aos impostos superior a 10 milhões de euros.

Em comunicado, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) refere que os 268.820 cigarros de várias marcas apreendidos na sexta-feira pela Alfândega do Aeroporto de Lisboa representam “uma dívida potencial de 45.369 mil euros, a título de direitos aduaneiros, Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e imposto sobre o tabaco”.

Segundo explica, a deteção deste “tráfego ilícito de tabaco” resultou na detenção de cinco pessoas de nacionalidade arménia que transportavam os cigarros em bagagem de porão num voo proveniente de Moscovo. Ainda identificadas foram duas outras pessoas “que se encontravam na área pública do Aeroporto Humberto Delgado a aguardar a saída dos passageiros”.

Todos os intervenientes foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, prosseguindo as investigações sob a direção dos serviços do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Também na semana passada, no cumprimento de um mandado de busca domiciliária e de dois mandados de busca não domiciliária no distrito de Castelo Branco, foram apreendidos 48.073 quilogramas de tabaco em folha embalado para venda ao público e 10.380 mil euros em numerário.

Foi ainda detido um cidadão português de 62 anos, suspeito da prática dos crimes de introdução fraudulenta no consumo e fraude fiscal qualificada, que, após apresentação ao Tribunal Central de Instrução Criminal, ficou preso preventivamente.

Segundo a Autoridade Tributária, a introdução fraudulenta no consumo do tabaco apreendido resultaria numa fuga ao Estado português de quase 10 milhões de euros em sede de Imposto Especial sobre o Consumo (IEC) e IVA.

A operação – desenvolvida pela Unidade de Ação Fiscal (UAF/GNR), através do Destacamento de Ação Fiscal de Évora, e da Autoridade Tributária, sob a coordenação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) — resultou ainda na “apreensão de vários utensílios utilizados pelo arguido para a atividade ilícita, bem como diversos elementos contabilísticos formais e informais, tanto em suporte documental como armazenados em dispositivos informáticos”.

O arguido fazia uso de instalações agrícolas para, com o apoio de colaboradores, armazenar, transformar, acondicionar e distribuir tabaco em folha para diversos revendedores localizados em território nacional e espanhol, bem como, em alguns casos, diretamente ao público. Todo este negócio era dissimulado em atividades declaradas de produção de outros produtos agrícolas, permanecendo as operações de tratamento, transformação, embalamento e comercialização de tabaco em folha completamente ocultas da Administração Tributária”, explica.

De acordo com a Autoridade Tributária, esta ação faz parte de uma investigação alargada que, em janeiro de 2016, numa operação conjunta a nível nacional, resultou na apreensão de 182 toneladas de folha de tabaco para venda ao público irregularmente que, caso tivessem sido comercializadas, causariam um prejuízo ao Estado de cerca de 30 milhões de euros.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Enfermeiros

Elogio da Enfermagem

Luís Coelho
323

Muitos pensam que um enfermeiro não passa de um "pseudo-médico" frustrado. Tomara que as "frustrações" fossem assim, deste modo de dar o corpo ao manifesto para que o corpo do "outro" possa prevalecer

Venezuela

Um objeto imóvel encontra uma força imparável

António Pinto de Mesquita

Num dos restaurantes mais trendy de Madrid ouve-se o ranger de um Ferrari que para à porta. Dele sai um rapaz novo, vestido com a última moda. Pergunta-se quem é. “É filho de um general venezuelano”.

Enfermeiros

Elogio da Enfermagem

Luís Coelho
323

Muitos pensam que um enfermeiro não passa de um "pseudo-médico" frustrado. Tomara que as "frustrações" fossem assim, deste modo de dar o corpo ao manifesto para que o corpo do "outro" possa prevalecer

Poupança

O capital liberta

André Abrantes Amaral

É do ataque constante ao capital que advêm as empresas descapitalizadas, as famílias endividadas e um Estado sujeito a três resgates internacionais.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)