O novo presidente da Caixa Geral de Depósitos afirma, em mensagem aos colaboradores, que a capitalização e reestruturação que vai acontecer no banco público “é uma grande oportunidade que nos é dada — a todos — de colaborar nesse processo de relançamento da instituição, como uma referência no financiamento da economia nacional”.

Em mensagem enviada no dia em sua equipa iniciou funções, Paulo Macedo e Rui Vilar, presidente executivo e o presidente não executivo, quiseram dedicar as primeiras palavras aos colaboradores. Para além de oportunidade, o processo representa “também uma grande responsabilidade, porque o País está a realizar um investimento elevado na Caixa, numa época de recursos mais escassos, e exigirá justamente que o mesmo seja bem aplicado e, se falharmos, dificilmente nos será dada outra oportunidade equivalente”.

Em causa está uma recapitalização que envolve 5.160 milhões de euros, entre os quais 2.700 milhões de euros de dinheiro do Estado, e que teve de ser aprovada pela Comissão Europeia, em função do cumprimento de um conjunto de critérios. A recapitalização envolve também um plano de reestruturação que irá implicar a redução de mais 2.300 trabalhadores, a redução de balcões e a venda ou fecho de operações internacionais.

Dada a dimensão da tarefa de construir “o futuro de uma Caixa Geral de Depósitos sólida, rentável geradora de confiança para as empresas e as famílias”, Macedo deixa ainda um apelo:

“É por isso tempo de executar, de agir, de trabalhar e de focarmos toda a energia na concretização da recapitalização e reestruturação da nossa instituição, mas também na melhoria dos serviços aos nossos clientes e na criação de valor, permitindo-nos encarar o futuro com otimismo e confiança”.

Lembrando que a Caixa é um banco líder, Paulo Macedo não deixa de sublinhar que atravessa, tal como todo o sistema bancário, “um período desafiante e tem que se ajustar e reposicionar rapidamente para fazer face às novas tendências de evolução do negócio bancário na Europa”.

Os principais responsáveis pela nova administração manifestam ainda a convicção de que todos saberão “dar uma resposta efetiva ao que nos é exigido pelo país, tributário primeiro de todo o nosso esforço, numa instituição que a todos pertence e para todos terá que focar os seus esforços e a sua dedicação sem limites ou hesitações.”