O novo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, toma posse esta quarta-feira e já tem uma promessa sonante: pôr a Ordem dos Médicos a definir o tempos mínimos para as consultas, variando consoante um conjunto de critérios e consoante as especialidades. De acordo com o jornal Público, o objetivo é “humanizar” a relação médico-doente e acabar com as consultas relâmpago, que em algumas unidades de saúde chegam a ser seis por hora.

O problema, explica o até aqui médico urologista e presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, é que a legislação portuguesa nada diz sobre os tempos mínimos ou máximos previstos para as consultas, o que faz com que haja “abusos”. “Há um grande abuso por parte de algumas unidades de saúde que marcam consultas com vários doentes em tempos simultâneos ou com intervalos muito curtos”, diz Miguel Guimarães, que esta quarta-feira ao final da tarde toma posse na Academia das Ciências, em Lisboa, como o novo bastonário da Ordem dos Médicos, depois de ter sido eleito a 19 de janeiro.

Segundo explica àquele jornal, os tempos mínimos para as consultas deverão ser fixados consoante alguns critérios, como a necessidade de fazer um exame clínico, de se esclarecerem dúvidas e de explicar ao doente o que lhe vai ser feito, além das questões relacionadas com os sistemas informáticos. Para isso serão também necessários mais médicos no Serviço Nacional de Saúde, diz, notando ainda que o número de médicos internos, que ainda estão a fazer a especialidade, é já cerca de um terço do total de médicos nas unidades de saúde e hospitais.