Brexit

Brexit. Ministro das Finanças alemão avisa britânicos que “nada é grátis”

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Wolfgang Schäuble avisou os britânicos que "nada é grátis" ao referir-se ao Brexit. O ministro exigiu ainda a Londres que cumpra as suas obrigações financeiras para com a União Europeia.

"Não queremos debilitar o Reino Unido, mas também não queremos que o resto da Europa fique debilitado", afirmou Wolfgang Schäuble

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, avisou este sábado os britânicos que “nada é grátis” ao referir-se à saída do Reino Unido da União Europeia, no momento em que os líderes europeus preparam as negociações para o ‘Brexit’.

“Depois da sua saída [da União Europeia], o Reino Unido não deve ter vantagens que outros países não têm. Nada é grátis. Isso devem sabê-lo”, disse Schäuble em declarações divulgadas este sábado pelos jornais do grupo Funke.

O ministro exigiu ainda a Londres que cumpra as suas obrigações financeira para com a União Europeia: “Não queremos debilitar o Reino Unido, mas também não queremos que o resto da Europa fique debilitado”.

Por outro lado, o responsável das finanças alemão rejeitou que a Alemanha aumente as suas contribuições à União Europeia quando o ‘brexit’ for efetivado.

Aliás, frisou que os meios da União Europeia devem ser utilizados apenas quando fortalecem a Europa como um todo, enquanto os que apenas beneficiam um estado-membro devem ser financiados unicamente por esse país.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia a 27 reúnem-se este sábado em Bruxelas para adotar as orientações para as negociações com Londres em torno da saída do Reino Unido da UE.

Com a presença do negociador-chefe da UE, Michel Barnier, a quem será posteriormente dado um mandato para conduzir as negociações em representação dos “Vinte e Sete”, os líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, vão aprovar este sábado as posições e os princípios gerais para as negociações que se seguem com Londres, e que deverão ser concluídas no espaço de dois anos, até 2019.

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João Marques de Almeida
138

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