Milhares de pessoas participaram em mais de 260 eventos em 45 países para pressionar os governos e instituições a deixarem de investir em empresas que explorem combustíveis fósseis.

No balanço divulgado esta segunda-feira pela plataforma 350.org, que coordenou a chamada Mobilização Global pelo Desinvestimento, iniciada nos Estados Unidos, é referido que as ações realizadas “em seis continentes desafiaram municípios, instituições religiosas, organizações de saúde e de cultura, universidades, fundos de pensão e bancos para pararem os seus investimentos em combustíveis fósseis”.

A organização realça que, “perante os impactos das alterações climáticas sem precedentes, o desinvestimento visa atingir o poder da indústria dos combustíveis fósseis, principal responsável pela crise climática“.

Em Portugal, a entidade de defesa do ambiente Quercus associou-se à mobilização, que decorreu entre 05 e 13 de maio, e divulgou uma mensagem acerca da urgência de deixar os combustíveis fósseis, principalmente o petróleo e o gás, no solo.

Apoiamos a iniciativa com a distribuição de informação e de um vídeo da organização que adaptamos para Portugal tanto pelos órgãos de comunicação social, como nas redes sociais”, disse à Lusa Sara Campos, da Quercus.

O coordenador da 350.org na Europa, Nicolò Wojewoda, citado na informação, refere que, “enquanto os governos continuarem a deixar a decisão para mais tarde, as pessoas do mundo inteiro vão continuar a levantar-se para reivindicar e demonstrar a verdadeira liderança climática”.

Entre os exemplos apontados de cidades que participaram no movimento, Nova Iorque teve 150 ativistas a protestar na Trump Tower, edifício onde o Presidente dos Estados Unidos vivia e trabalhava durante a campanha eleitoral, a “chamar a atenção do poder público para que sejam cortados os laços com as empresas ‘sujas’ de petróleo e gás que controlam a Casa Branca”.

Na Europa, mais de mil pessoas marcharam em Munique, na Alemanha, a que se juntaram Göttingen e Bremen, “quarta e quinta cidades alemãs a desinvestir em combustíveis fósseis”, tal como acontece em “12 cidades dinamarquesas”.

No Reino Unido, registaram-se manifestações, segundo a 350.org que também salienta a realização de iniciativas em instituições culturais, como o Louvre, em Paris, o Museu Van Gogh, em Amesterdão, e o Museu Britânico, em Londres.

Em Estocolmo, na Suécia, os ativistas simularam uma ‘inundação’ em frente ao Museu Nobel para pedir à Fundação Nobel que deixe de investir nos combustíveis fósseis.