Fogo de Pedrógão Grande

Compare. Fogo de Pedrogão Grande foi tão intenso que via-se do espaço

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A NASA captou uma imagem de Portugal um dia antes dos incêndios de Pedrogão Grande. Uma segunda imagem, tirada segunda-feira, mostra a dimensão do incêndio: era tão grande que se podia ver do espaço.

NASA Earth Observatory

A NASA captou uma imagem do território português durante a noite na segunda-feira, 19 de junho, quando os incêndios de Pedrógão Grande já ardiam havia dois dias. A seguir, a agência espacial norte-americana comparou essa fotografia com uma outra tirada na sexta-feira anterior, 16 de junho, um dia antes dos incêndios terem começado. E a diferença é a que pode ver na comparação aqui em baixo: a luz emitida pelo fogo é tão intensa que consegue ser vista do espaço. E o fumo dos incêndios consegue encobrir ou mesmo ocultar as luzes das cidades durante a noite.

A primeira imagem foi tirada por volta das 3 da manhã de Lisboa a 16 de junho, antes do incêndio que vitimou 64 pessoas em Pedrógão Grande ter começado. Foi obtida através de um instrumento chamado Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS), em tradução literal “espectro-radiómetro de imagem de resolução moderada”. É um instrumento que está em órbita em redor da Terra desde 1999 e que serve para avaliar a temperatura da superfície (água e terra), estudar a cor dos oceanos, detetar mudanças na vegetação, observar as características das nuvens, medir as concentrações de aerossóis na atmosfera e encontrar incêndios. No máximo de dois dias, o MODIS consegue mapear o planeta inteiro.

A segunda imagem foi captada às 2h48 de 19 de junho, quando o fogo já consumia a região central de Portugal. Foi tirada pelo Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS) — em tradução literal, “pacote de radiometria de imagem com infravermelho visível” — um sensor criado pela Raytheon Company, empresa norte-americana de armas e produtos eletrónicos para fins comerciais e militares. É uma das cinco ferramentas a bordo de um satélite meteorológico, o Suomi National Polar-orbiting Partnership (Suomi NPP), usado pela NASA e pelo NOAA, o equivalente ao nosso Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

O que a NASA fez foi comparar as duas imagens através de um sensor muito preciso que deteta luzes noturnas com seis vezes mais resolução. É tão poderoso que consegue detetar candeeiros de estrada ou luzes emitidas por barcos e pode captar fontes de luz próximas dos infravermelhos. Embora a agência espacial norte-americana ressalve que parte da diminuição das luzes na parte norte do país tenha sido provocada pelas nuvens, grande parte delas estavam a ser ocultadas pelo fumo denso emitido pelo incêndio.

Esta não é a primeira vez que a NASA publica imagens que mostram a dimensão do fogo de Pedrogão Grande. Algumas fotografias de satélite publicadas pela agência norte-americana mostram o fumo e as áreas afetadas pelo incêndio. Pode recordá-las neste artigo ou neste.

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