Rádio Observador

Estudo Científico

Cientistas acreditam que não há limite para esperança média de vida humana

Dois biólogos canadianos acreditam que o limite máximo de idade nos seres humanos é superior a 115 anos, contrariando um estudo de 2016. Para Bryan Hughes e Siegfried Hekimi, poderá nem haver limite.

AFP/Getty Images

Em outubro de 2016, Jan Vijg, geneticista da Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, publicou um estudo em que defendia que o limite máximo de idade nos seres humanos é de 115. Agora, um novo trabalho científico — feito por um grupo de investigadores da Universidade de McGill, no Canadá –, publicado recentemente na Nature, afirma que não existem evidências de que esse seja o limite (se é que há mesmo um limite).

Para este estudo, os autores — os biólogos Bryan G. Hughes e Siegfried Hekimi — analisaram a longevidade dos indivíduos mais velhos dos Estados Unidos da América, Reino Unido, França e Japão desde 1968, concluindo que não existem dados suficientes que permitam fixar um limite. “Não sabemos qual poderá ser o limite de idade. Na verdade, se estendermos as linhas de tendência, podemos mostrar que a esperança média de vida e o limite de idade podem continuar a aumentar no futuro“, explicou Siegfried Hekimi, citado no site da Universidade de McGill.

A esperança média de vida não tem parado de aumentar nas últimas décadas. Em Portugal, por exemplo, encontrava-se fixada nos 67,1 na década de 1970. Atualmente, segundo dados de 2015 recolhidos pela Pordata, encontra-se nos 80,6. Por esta razão, os dois biólogos acreditam que não há forma de prever como será a esperança média de vida e o seu limite no futuro, mas o mais provável é que continue a subir.

É difícil de adivinhar”, disse Hekimi. “Há 300 anos, a maioria das pessoas tinha uma vida curta. Se lhes disséssemos que,um dia, os humanos iam viver até aos 100, eles achavam que éramos malucos.”

A pessoa mais velha de que há registo é a francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997 com 122 anos. Apesar disso, não faltam relatos de pessoas que terão ultrapassado a fasquia de Calment. O homem mais velho do mundo será, atualmente, o indonésio Mbah Gotho, que diz ter celebrado o seu 46º aniversário no dia 31 de dezembro de 2016.

Apesar dos registos indonésios terem confirmado a sua data de nascimento, Gotho não consta nos recordes do Guiness porque a restante documentação não se encontra aprovada ou verificada autonomamente, o que não se sabe se algum dia irá acontecer. Entre os outros indivíduos que garantem ter batido o recorde de Jeanne Calment contam-se o nigeriano James Olofintuyi, de 171 anos, e o etíope Dhaqabo Ebba, com 163. À semelhança de Mbah Gotho, as suas idades também não foram comprovadas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)