Uma nova fotografia revelada recentemente no documentário “Amelia Earhart: The Lost Evidence”, do History Channel, que será exibido no próximo domingo, põe em causa tudo o que se pensava saber sobre a morte da aviadora Amelia Earhart. A fotografia, publicada esta quarta-feira pela revista People, mostra uma mulher que parece ser Amelia Earhart ao lado de um homem cujos investigadores acreditam ser Fred Noonan, o navegador de Earhart.

Amelia Earhart foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico mas queria tornar-se a primeira a dar a volta ao mundo de avião. Mas Earhart terá morrido antes de completar a viagem. O avião, um Lockheed Electra, teria ficado sem combustível e caído no Oceano Pacífico a 2 de julho 1937. Os restos mortais de Earhart nunca foram encontrados e a sua morte só foi declarada em 1939.

80 anos passaram desde então e o mistério continua por resolver. A fotografia terá sido tirada num cais em Jaluit, nas Ilhas Marshall, localizadas no Oceano Pacífico, em 1937, durante o período em que o arquipélago foi ocupado pelo Japão.

A fotografia foi encontrada por Les Kinney, um investigador do governo já reformado que passou 15 anos a investigar o mistério da morte de Earhart, que defende que a fotografia “indica claramente que Earhart foi capturada pelos japoneses”.

A imagem a preto e branco foi revelada no documentário por Shawn Henry, um ex-diretor assistente do FBI, no Arquivo Nacional. Henry lidera uma equipa de investigadores que examinaram provas da queda do avião, entre as quais destroços que foram encontrados numa ilha no Oceano Pacífico. Henry acredita que o autor da fotografia será um espião norte-americano que estava a espiar a atividade militar japonesa no Oceano Pacífico.

Já Richard Gillespie, autor do livro “Finding Amelia” e fundador e diretor executivo do The International Group for Historic Aircraft Recovery (TIGHAR), não está certo de que seja Earhart a pessoa na fotografia. “Esta é apenas uma foto de um cais em Jaluit, com um grupo de pessoas. É simplesmente estúpido”, disse Gillespie ao The Guardian, realçando o facto de ter passado os últimos 28 anos a fazer pesquisas sobre o desaparecimento de Earhart e de ter liderado 11 expedições ao sul do Oceano Pacífico.