Presidente do Eurogrupo

Centeno a presidente do Eurogrupo? “Porque não candidatar?”, diz Costa

Jornal "Politico" adianta algumas ideias de uma entrevista de António Costa, realizada no final da semana passada. Primeiro-ministro concorda com a ideia de criar um ministro das Finanças europeu.

Hugo Delgado/LUSA

“Porque não entregar uma candidatura?”. António Costa responde assim, também com uma pergunta, à questão do jornal Politico sobre se Portugal quer ter a presidência do Eurogrupo, que ficaria para Mário Centeno. O jornal terá feito uma entrevista ao primeiro-ministro depois de este ter feito um discurso numa faculdade em Bruges, na Bélgica, no final da semana passada.

O Politico não publicou a entrevista na íntegra mas, no boletim diário que os editores do jornal enviam, aparecem algumas frases do primeiro-ministro português, que fala sobre o Brexit e diz concordar com a ideia de criar um ministro das Finanças europeu.

Um ministro das Finanças europeu “ajudaria, obviamente, a dar coerência ao funcionamento da União Europeia”, defendeu António Costa.

O primeiro-ministro foi, também, convidado pelo jornal a partilhar alguns “ensinamentos” a países como França, por exemplo, sobre reformas estruturais. Já que a pergunta falava em França, Costa respondeu que “não há reformas prêt-a-porter“. “As reformas têm de ser concebidas de acordo com as necessidades específicas de cada país”, afirmou Costa, acrescentando que as reformas têm de levar em consideração “regras comuns que são indispensáveis e não destruir a democracia e a soberania dos cidadãos”.

Boa parte da conversa com o Politico terá sido sobre a questão da convergência entre os países da União Europeia, associada ao tema das reformas estruturais. “Os planos de reforma de cada país e da zona euro têm tudo a ganhar com a criação de um instrumento de financiamento de políticas para a convergência. E com uma base contratualizada, com objetivos quantificados e prazos concretos, conseguiremos criar condições para financiar isto”.

Costa diz concordar com Juncker, que na semana passada fez o discurso anual sobre o Estado da União. “Concordo com ele [Juncker]. Este não é o momento para rever tratados. Para mim, a prioridade é a convergência e a criação de um instrumento que ajude a aumentar a convergência entre os países”, terá afirmado António Costa, ao Politico.

Sobre o Brexit, António Costa sublinhou que “o Reino Unido vai deixar a União Europeia mas vai continuar a ser um país europeu e, sem dúvida, o nosso aliado e parceiro comercial mais importante”. Mas o primeiro-ministro diz que é “verdade que fortaleceu a união entre os 27 países”.

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