Com uma oferta em termos de SUV e crossovers cada vez mais ampla, a Renault começa agora a olhar para outros nichos do segmento, como é o caso das versões hipervitaminadas destes modelos. Filão que, até aqui, tem sido explorado sobretudo pelos construtores premium, mas em que a marca do losango pondera também entrar. Ainda que admitindo, desde já, que não será um desafio fácil.

A hipótese de a marca francesa vir a lançar SUV e crossovers com o badge RS foi avançada, no Salão Automóvel de Frankfurt, pelo director-geral da Renault Sport, Patrice Ratti, durante a apresentação do Mégane R.S. Descartando de imediato a possibilidade do departamento a que preside vir a trabalhar, por exemplo, sobre uma minivan, por aquilo que considerou serem “razões óbvias”, Ratti já não teve a mesma reacção quando colocado perante a hipótese de dar a um SUV ou crossover idêntico tratamento.

Reconhecendo que uma abordagem mais desportiva dos SUV é algo que já está em voga há algum tempo, ainda que impulsionada, principalmente, pelas marcas premium – as quais possuem mais dinheiro para investir em nichos de mercado –, Ratti defendeu que será difícil para uma marca generalista como a Renault acompanhar tais tendências, não dispondo de tanto capital para gastar.

Por outro lado, o mesmo responsável sublinhou que, a avançar com um projecto destes, terá de ser com o intuito de produzir uma proposta capaz de corresponder às expectativas de uma versão RS. Nomeadamente, em termos de suspensão, prazer de condução e diversão ao volante.

Patrice Ratti revelou igualmente que a decisão de acabar com a carroçaria de três portas, no Mégane R.S., teve a ver (como já era esperado) com a queda na procura que estes modelos têm vindo a registar na Europa. Razão pela qual foi a nova geração do modelo apenas existe na variante de cinco portas.

Lá mais para frente, o Mégane R.S. também deverá ser alvo de algum tipo de electrificação, revelou o mesmo responsável. Muito provavelmente, através da adopção de uma solução híbrida, capaz de recuperar parte da energia hoje em dia desperdiçada, para ser utilizada como potência extra.