Furacão

Seguradoras começam a quantificar os prejuízos provocados pelos furacões

As seguradoras norte-americanas começam a fazer as primeiras contas aos prejuízos provocados pela passagem dos três furacões - Harvey, Irma, e Maria - na costa do Golfo do México.

Orlando Barria/EPA

A seguradora norte-americana Allstate anunciou esta quinta-feira que espera perdas de 593 milhões de dólares (497 milhões de euros) devido ao rasto de destruição deixado pelo furacão Harvey na costa do Golfo do México. A estimativa inicial sucede a avisos de outras seguradoras que estão a quantificar o prejuízo de uma época de furacões que ainda está longe do fim.

“O fator chave é que estamos no pico de uma época de furacões extremamente ativa”, afirmou o principal cientista deste tema da agência dos EUA para o Oceano e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês).

Aquelas perdas mensais da Allstate, que ainda não foram contabilizadas na totalidade, já são mais do triplo dos 181 milhões perdidos em julho, antes de os furacões devastarem ilhas no Atlântico e começarem a causar estragos no território continental norte-americano.

O furacão Harvey atingiu o Estado do Texas em 25 de agosto. Mais de metade dos estragos provocados por este furacão está relacionada com veículos automóveis. A Allstate, baseada nos arredores de Chicago, espera que a contabilização dos estragos suba, perante a destruição generalizada e a impossibilidade de as pessoas chegarem às suas casas ou aos seus carros.

O furacão Irma atingiu o Estado da Florida este mês, no dia 8, e a Allstate ainda não divulgou as suas estimativas de prejuízos relacionados com este furacão. Na semana passada, a resseguradora alemã Munich Re, que segura as seguradoras, foi a primeira a avisar que poderia falhar os objetivos financeiros a que se tinha proposto, em resultado dos furacões Harvey e Irma,

Outras divulgaram perspetivas ainda mais sombrias. A Travelers Companies Inc. suspendeu o seu programa de compra de ações próprias para obter liquidez e a resseguradora alemã Hanover Re, à semelhança da Munich Re, anunciou que iria falhar os seus objetivos.

O Conselho de Seguros do Texas, a maior associação estadual de seguradores dos EUA, estimou que o valor dos prejuízos provocados pelo Harvey e que estivessem cobertos pelo seguro devem atingir os 19 mil milhões de dólares. Este valor inclui uma estimativa da agência federal de Resposta a Emergências (FEMA, na sigla em Inglês) que aponta para 11 mil milhões de dólares em pagamentos aos proprietários de casas, devido às inundações provocadas pelo Harvey. Estas perdas provocadas pelas inundações vão ser as segundas maiores na história, superadas apenas pelas resultantes do furacão Katrina, que atingiram os 16 mil milhões de dólares.

O Harvey provocou mais de 70 mortes e destruiu ou estragou mais de 250 habitações e centenas de milhares de automóveis. O Irma criou um rasto de destruição através das Caraíbas, antes de chegar à Florida. A CoreLogic, uma empresa de informação de propriedades, espera que o prejuízo provocado pelo Irma nos ativos comerciais e residenciais se situe algures entre 42,5 mil milhões e 65 mil milhões de dólares. Esta estimativa inclui ativos seguros e não seguros. A época dos furacões prolonga-se até novembro.

Esta quinta-feira soube-se que Porto Rico, que tem 3,5 milhões de habitantes, está sem energia, o que se prevê que se prolongue durante meses, e a braços com aluimentos e inundações, devido ao furacão Maria.

A NOAA prevê que este ano ocorram até 19 tempestades com nome e até nove furacões no norte do Oceano Atlântico, nas Caraíbas e no Golfo do México.

Até agora, já houve 13 furacões com nome e quatro furacões importantes.

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