O secretário-geral comunista disse esta quinta-feira que o resultado do PCP nas autárquicas se deveu a um “quadro de hostilização” feita ao longo dos últimos meses, criticando os “cangalheiros e frustrados” que vaticinam “até à exaustão” a morte do partido.

“Não se pode omitir o quadro de hostilização que acompanhou a intervenção do PCP e da CDU ao longo dos últimos meses e a sua negativa influência na afirmação do nosso trabalho, da nossa obra, da nossa intervenção e do nosso próprio projeto”, afirmou Jerónimo de Sousa durante a sua intervenção num comício em Matosinhos sobre o tema “Defender, repor e conquistar direitos”.

O líder comunista falou ainda de uma “campanha sistemática de ataque anticomunista que, com pretextos diversos, procurou avivar preconceitos, atribuir ao PCP posicionamentos e valores que não são seus” e de uma “ação persistente de desvalorização do papel do PCP na vida política nacional, silenciando a sua atividade e iniciativas, incluindo dando a terceiros e projetando noutros o que era o resultado da sua iniciativa e trabalho”.