Desde a meia noite deste domingo, dia 15 de outubro, até cerca das 22h00, registaram-se 443 incêndios florestais, informou Patrícia Gaspar, porta-voz da Proteção Civil numa conferência de imprensa depois de afirmar que mantém a descrição deste dia como o pior de ano em termos de incêndios. Continuam ativos 108 fogos que concentram um total de 5.397 operacionais cerca de 1.600 viaturas. Portugal vai permanecer em alerta vermelho até às 20h00 de amanhã, segunda-feira, sendo que a expressão “pior de incêndios florestais do ano” não só se mantém como se reforça.

Das ocorrências ainda ativas, há 33 de “importância elevada”, tendo em conta o tempo de duração e os meios que concentram. São situações de “complexidade no terreno” em Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Santarém, Viana do Castelo e Viseu — são estes os distritos que concentram mais meios.

Os 443 incêndios que deflagraram só este domingo tiveram (e têm) a seguinte distribuição geográfica: 56 no distrito de Aveiro, 38 em Braga, 25 em Coimbra, 120 no Porto e 36 em Viseu.

Patrícia Gaspar garantiu ainda que se mantêm os 23 grupos de reforço acionados, aos quais se juntam algumas equipas de posto de comando que durante a tarde foram sendo mobilizadas. Contam-se ainda 10 pelotões militares entre os combatentes ao fogo.

Apesar de a madrugada que se avizinha ser marcada por mais humidade, e de o dia arrancar com alguma precipitação, as alterações metrológicas não serão expressivas o suficiente e podem não ter o impacto desejado nas operações em curso, sobretudo no norte e centro do país. “A opção é manter o dispositivo no alerta máximo”, reiterou Patrícia Gaspar. As previsões serão, no entanto, reavaliadas esta segunda-feira.

Gaspar afirmou ainda que Espanha, França, Itália e Marrocos, que poderiam prestar apoio a Portugal, também estão a enfrentar incêndios florestais nos próprios países.

Entretanto foram ativados o Plano Distrital de Emergência em Coimbra e o Plano Municipal de Emergência em Alcobaça, Monção, Mira e Mafra. No distrito de Leiria registam-se incêndios de “muita complexidade”, sendo que o incêndio na Figueira da Foz já alcançou Mira e o da Lousã já afeta o distrito de Viseu.

Na Ericeira o fogo também ameaça populações, sendo que há habitações em risco.

“Estamos perante um cenário operacional de elevada complexidade com todos os meios no terreno a tentar fazer os possíveis e impossíveis”, reiterou Patrícia Gaspar. “Estamos em período crítico o que significa que que o uso do fogo é altamente desaconselhado e proibido.”

Até ao momento, há registo de 25 feridos, entre civis e bombeiros, sendo que os dados estão a ser atualizados pelo INEM.

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