Pais e Filhos

Pede o que quiseres para o Natal. O pai compra

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88% dos pais portugueses entre os 18 e os 34 anos reconhece que gasta mais com os filhos do que aquilo que pode. Os inquiridos acusam as redes sociais de pressão social.

A faixa etária 18-34 é a mais problemática

Vulneráveis à pressão social, a gastar mais do que podem, a abusar do crédito e dependentes das redes sociais. É este o retrato dos portugueses no que toca aos seus hábitos e comportamentos de consumo.

O novo estudo European Consumer Payment Report 2017, feito pela Intrum Justitia, recolheu dados de 24 mil consumidores espalhados por 24 países europeus. O relatório entrevistou 1009 portugueses e chegou à conclusão de que os pais portugueses são permeáveis à pressão social, acabando por gastar mais dinheiro com os filhos do que realmente podem. Os casos mais graves estão na faixa etária 18-34, onde 88% dos pais e mães garante ter comprado prendas que não podiam pagar aos filhos devido à pressão social.

Mas porquê? Onde é que surge esta pressão para comprar? Mais de metade dos pais portugueses acusa as redes sociais. 59% dos pais e mães que vivem em Portugal reconhecem que é ao fazer scroll no feed do Facebook e do Instagram que se sentem quase obrigados a comprar telemóveis, roupa ou jogos aos filhos. Luís Salvaterra, o diretor-geral da Intrum Justitia, considera que “este estudo mostra como diferentes grupos de pessoas estão expostos a uma pressão social que pode resultar em dívidas de longo prazo”.

Quanto à modalidade de pagamento, os portugueses estão a recorrer cada vez mais ao crédito para comprar o que não podem pagar no imediato. No ano passado, apenas 19% das famílias portugueses dizia comprar televisões ou telemóveis com o cartão de crédito. Em 2017, esse número subiu para os 26%.

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