Nordahl Lelandais, o francês que está detido e é o principal suspeito do rapto da luso-descendente Maëlys de Araújo, está agora a ser investigado pelas autoridades francesas por um triplo homicídio nos Alpes, em 2012.

Saad al-Hilli e a mulher Iqbal al-Hilli, assim como a mãe desta, foram assassinados a tiro na zona de Chevaline, em setembro de 2012. Apesar de uma intrincada caça ao homem, a polícia nunca deteve nenhum suspeito e o caso foi arquivado. Agora, cinco anos depois, as autoridades apontaram o foco para Nordahl Lelandais, já que o ex-soldado, de 34 anos, é o principal suspeito de dois casos na mesma zona: o rapto de Maëlys em agosto e o homicídio de um caminheiro em abril. Lelandais negou todas as acusações.

O Telegraph avança ainda que o caso vai ser reaberto para averiguar o envolvimento do antigo soldado.

Maëlys de Araújo, de nove anos, desapareceu sem deixar rasto durante uma festa de casamento, no dia 27 de agosto. A mãe da criança, prima da noiva, deu conta da ausência da filha quando passavam poucos minutos das 3 horas da madrugada.

O primeiro homem preso no âmbito da investigação era convidado do casamento onde a criança estava e foi detido para ser depois libertado no mesmo dia. A segunda detenção ocorreu um dia depois e tinha como objetivo investigar as declarações feitas pelo suspeito, Nordahl Lelandais, e que apresentavam contradições.

A prisão preventiva sustenta-se nos “resultados” obtidos nas provas encontradas pela polícia científica em alguns pertences do suspeito que tinham sido examinados, indicou o Ministério Público. Sem confirmação oficial, o jornal “Dauphine Liberé” avançou que se trata de restos de ADN da menina encontrados no interior do carro do suspeito.