Em ano de eleições autárquicas, as câmaras e as regiões aumentaram o investimento em mais de 30%, mais 422,7 milhões de euros que o investido em 2016, sustentando praticamente sozinhas o crescimento no investimento verificado no ano passado. Ainda assim, o investimento total das administrações públicas ficou aquém em 850,5 milhões de euros ao prometido no Orçamento do Estado do ano passado.

De acordo com a Direção-Geral do Orçamento, o investimento público aumentou 5,3% em 2017, um aumento de 207,9 milhões de euros face ao que tinha acontecido em 2016.

No entanto, os números globais escondem menos gastos em investimento pelas entidades do Estado central, com e sem autonomia financeira, que acabaram por gastar menos mais de 200 milhões de euros em investimento.

Os campeões do investimento no passado foram mesmo as autarquias e as regiões, que investiram mais 422,7 milhões de euros do que haviam feito em 2016, um aumento significativo se considerarmos que o investimento total em 2016 foi de 1.400 milhões de euros.

Em ano de eleições autárquicas, as despesas de investimento da administração local e regional atingiram os 1.822,7 milhões de euros (mais 30,2%), justificando quase na totalidade a subida do investimento.

A Segurança Social também surge com um aumento muito significativo do investimento em termos relativos – mais 63,8% — que é explicado sobretudo pelo volume reduzido de investimentos que tinha em 2016. O aumento, em volume, foi de apenas 8,9 milhões de euros.

No total, as administrações públicas gastaram 4.137 milhões de euros, um aumento de 5,3%, um valor que fica significativamente aquém do dinheiro que o Orçamento do Estado para 2017 havia disponibilizado para este efeito.

De acordo com a DGO, o valor orçamentado em 2017 para investimento das administrações públicas era de 4.987,5 milhões de euros. Ou seja, mesmo com o aumento, em cerca de 1.050 milhões de euros de aumento de investimento previsto, 850,5 milhões de euros ficaram por fazer.

Ainda assim, na síntese de Execução Orçamental, a Direção-Geral do Orçamento diz que, excluindo as Parcerias Público-Privadas (PPP) destas contas, o investimento teria crescido quase 20%. No entanto, a DGO não desagrega estes números.