Rádio Observador

Óscares

Red carpet dos Óscares: o melhor, o pior e o assim-assim

236

Óscares não são Óscares sem uma passadeira vermelha rica em biodiversidade. Dos melhores looks da noite a quem meteu a pata na poça, este é o ranking que importa.

Nicole Kidman brilhou, mas não foi a única. Escolhemos os looks que mais se destacaram na red carpet dos Óscares, pelos melhores e pelos piores motivos.

AFP/Getty Images

É uma tarefa ingrata, mas alguém tem de fazê-la. Como em qualquer edição dos Óscares, na passadeira vermelha desta 90ª edição houve de tudo: looks que brilharam, outros que foram OK, uns que ficaram no limiar do mau gosto e os simplesmente indescritíveis. Para esses, tal como para todos os  outros, usamos as imagens da noite.

Os melhores da noite

© Frazer Harrison/Getty Images

Nicole Kidman em Armani Privé

Se houve alguém a personificar o conceito de diva suprema, esse alguém foi Nicole Kidman. A atriz australiana não desfilou nenhuma silhueta inovadora, tão pouco deu largas à imaginação de uma nova promessa do design de moda, mas esteve lá, chamou para si todas as atenções. Numa festa onde quase ninguém se lembrou do azul, ela valeu-se da sua expressão máxima.

© Frazer Harrison/Getty Images

Jane Fonda em Balmain

Há uma semana, se tivéssemos feito apostas, nunca na vida comprometeríamos um único cêntimo na possibilidade de ver Jane Fonda com uma criação Balmain. Porquê? À partida (ingenuidade nossa), as silhuetas esculturais de Olivier Rousteing não parecem lá muito adequadas a uma senhora de 80 anos. Enganámo-nos redondamente. Subestimámos ambos. A atriz surgiu na passadeira vermelha com o porte de um Óscar branco e foi dos poucos convidados a usar um crachá do movimento Time’s Up na lapela.

© Frazer Harrison/Getty Images

Saoirse Ronan em Calvin Klein

A fasquia estava alta para Saoirse Ronan, que nesta temporada se fartou de inovar nos looks com que desfilou nas red carpets. Ainda assim, a atriz de 23 anos surpreendeu. Por um lado, pela simplicidade do vestido visto de frente, por outro, pelo inteligente jogo de volumes na parte de trás. A segunda surpresa foi ser um Calvin Klein, perfeito de cima a baixo.

© Frazer Harrison/Getty Images

Sally Hawkins em Armani Privé

Sally Hawkins merece estar na lista das mais bem vestidas da noite, sobretudo porque tem passado demasiado despercebida no campeonato das passadeiras vermelhas, uma injustiça de todo o tamanho. A simplicidade do seu Armani Privé respeita todas as proporções do corpo da atriz, ou seja, 1,57 metros de atura. E os detalhes estão no sítio certo: ombros evidenciados e grandes lantejoulas na orla do vestido.

© Frazer Harrison/Getty Images

Emily Blunt em Schiaparelli

Fiquemo-nos pela parte superior do Schiaparelli de Emily Blunt, ombros e pescoço para sermos mais precisos. Um pouco mais de estilo vitoriano não fazia mal nenhum à passadeira vermelha dos Óscares e a atriz britânica foi a melhor embaixadora que podia haver.

© Frazer Harrison/Getty Images

Timothée Chalamet em Berluti

Homens, geralmente muito menos preocupados em dar nas vistas. No caso de Timothée Chalamet, não se pode dizer que tenha saído de casa com um visual extravagante, mas o fato branco (na verdade, foi o único homem de branco) fez com que parecesse um pequeno anjo a aterrar nos Óscares. Queremos mais e mais homens a dar a volta ao black tuxedo assim, em bom.

Os assim-assim

© Frazer Harrison/Getty Images)

Margot Robbie em Chanel

O vestido é lindo, a Margot também, mas o conjunto ficou a saber a pouco. Terá sido a simplicidade da peça a trair a protagonista de “Eu, Tonya”? Talvez se esperasse um pouco mais de uma atriz nomeada pela primeira vez para um Óscar.

© Frazer Harrison/Getty Images)

Jennifer Lawrence em Christian Dior

É difícil de explicar, sobretudo porque tanto o cabelo como a maquilhagem estavam au point. Muito provavelmente, os mixed feelings em relação ao look de Jennifer Lawrence devem-se à forma como fugiu ao estilo a que habituou a passadeira vermelha dos Óscares (sempre em Christian Dior, por sinal), do vestido de princesa em 2013 à silhueta de sereia de 2013. Agora, mostrou só estar pronta para uma festa de arromba.

© VALERIE MACON/AFP/Getty Images

Mary J. Blige em Versace

Ainda não houve um único look de Mary J. Blige que nos convencesse. No fundo, porque as escolhas da cantora e atriz recaem sempre sobre as silhuetas mais clássicas, quando a sua carreira e postura apontam numa direção diferente. Mary J. podia muito bem arriscar em peças bem mais descoladas do corpo e até um pouco mais conceptuais.

© Frazer Harrison/Getty Images

Salma Hayek em Gucci

Tivemos reservas em chutar Salma Hayek para o anexo M desta declaração (“m” de mau, entenda-se). Mantivemo-la aqui, no limbo do assim-assim. Porque Gucci, já se sabe, é sinónimo de algum exagero, porque a peça assenta que nem uma luva na atriz e porque, à parte das aplicações sobre o decote, todos os brilhos parecem legítimos. Todas a reações de repulsa automática, essas sim são too much.

As piores

© Frazer Harrison/Getty Images

Emma Stone em Louis Vuitton

De certeza que o extenso closet da Louis Vuitton a que Emma Stone teve acesso tinha coisas bem mais interessantes. Basta olhar para o vestido Sandra Bullock, que não sendo nenhum prodígio de passerelle, foi competente. A escolha de calças e blazer simplesmente não bateu certo com o mood dos Óscares, muito menos com os 29 anos da atriz. Quando demos por isso, a roupa já lhe tinha posto mais uma década em cima.

© Frazer Harrison/Getty Images

Haley Bennett em Christian Dior

O vestido é interessante, sem sombra de dúvida. Simplesmente, teria sido melhor reduzir a dose de penas para metade.

© Frazer Harrison/Getty Images

Gina Rodriguez em Zuhair Murad

Aborrecido e demasiado visto. Bem que Gina Rodriguez podia ter optado por algo mais jovem e fresco, afinal a atriz tem 33 anos e está em ótima forma física.

© Frazer Harrison/Getty Images

Lesley Manville em Anna Valentine

Se nos dissessem que Lesley Manville tinha comprado este vestido numa loja de noivas da Rua da Prata, acreditávamos. Dito isto, não há muito mais a acrescentar.

© Frazer Harrison/Getty Images

Taraji P. Henson em Vera Wang

Calma, Taraji. Os Óscares são para dar tudo, mas assim tudo, tudo ao mesmo tempo não favorece toda a gente. Um bocadinho menos de racha e recortes e tinha ficado bem melhor.

© VALERIE MACON/AFP/Getty Images

Andra Day em Zac Posen

Ela posou de pé, ela posou deitada, ela sorriu, ela fez cara de má. Não deu, de jeito nenhum. Na maioria dos casos, os três efes (flores, folhos e franzidos) são fatais e para Andra Day, apesar daquela atitude toda, não foi diferente.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mgoncalves@observador.pt
Cinema

Consumismo cinematográfico

Ana Fernandes

Não estaremos a perder a magia do cinema? E o gosto pelos clássicos que notoriamente influenciaram os filmes que vemos hoje em dia? Estamos a consumir cinema como se de "fast food" se tratasse...

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)