Há 100 pessoas que vão poder beneficiar do programa de acesso precoce ao medicamento que diminui o risco de infeção com VIH por via sexual, noticiou o Público. Estes medicamentos vão ser cedidos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) isentos de encargos enquanto não for concluído o processo de financiamento.

O número de doentes a beneficiar deste tratamento antecipado foi proposto pela empresa que produz e comercializa o medicamento, a farmacêutica Gilead, e aceite pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), conforme respondeu a autoridade do medicamento ao jornal.

Truvada, o medicamento em causa nesta situação, tem sido usado para o tratamento de pessoas infetadas com o vírus ou quando há suspeitas que tenham sido infetadas (depois de comportamentos sexuais de risco ou profissionais de saúde que se tenham picado numa seringa, por exemplo). Agora, há possibilidade de ser usado antes da infeção, como forma de prevenção — profilaxia de pré-exposição.

A profilaxia de pré-exposição é um dos focos do Programa Prioritário para a Infeção VIH e Sida, da Direção-Geral da Saúde (DGS). A medicação não é, contudo, a única forma de prevenção. A circular emitida em conjunto pelo Infarmed e DGS refere que o medicamento está “indicado em associação com práticas de sexo seguro como profilaxia pré-exposição para reduzir o risco de aquisição da infeção por VIH-1 por via sexual em adultos de elevado risco”. Logo, o uso de preservativo continua a ser recomendado, não só para prevenir a infeção com VIH, como também outras doenças sexualmente transmissíveis.

Podem beneficiar do programa de acesso precoce a este medicamento, as pessoas que tenham um risco acrescido de ser infetadas com o vírus, desde que tenham sido referenciadas por um hospital com consultas de especialidade em profilaxia de pré-exposição. Estas consultas devem também fazer o registo e monitorização clínica e laboratorial da pessoa. Todos os medicamentos serão disponibilizados em contexto hospitalar.