No âmbito da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância é um órgão das Nações Unidas) lançaram, esta quarta-feira, uma revisão dos 10 passos recomendados aos profissionais de saúde e hospitais para que promovam a amamentação (“Ten Steps to Successful Breastfeeding“).

Amamentar todos os bebés durante os dois primeiros anos permite salvar, anualmente, mais de 820 mil crianças com menos cinco anos”, lê-se no comunicado.

A iniciativa, lançada em 1991, pretende promover o aleitamento materno junto das mães e fornecer ferramentas aos profissionais de saúde para que possam dar apoio às mães neste período. Esta iniciativa é particularmente importante nos meios mais carenciados porque o aleitamento materno não tem custos, diminui os riscos para a saúde, e é uma importante fonte de energia e nutrientes. Em alguns destes locais, a pressão das empresas que produzem leites de substituição é enorme.

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A informação dada às mães pode começar ainda antes do parto, mas a primeira hora após o nascimento revela-se muito importante. O bebé deve ser colocado nu em contacto com a pele da mãe e a amamentação deve ser incentivada logo nessa primeira hora. Quanto mais cedo for iniciada a amamentação, maior a probabilidade de sucesso da mesma.

Os profissionais de saúde devem confirmar se o bebé consegue pegar bem na mama, não só para garantir uma boa alimentação, mas também para diminuir o desconforto da mãe.

Os hospitais não existem apenas para curar as doenças. Existem para promover a vida e assegurar que as pessoas podem prosperar e viver as suas no máximo potencial”, disse em comunicado Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Como parte do esforço de todos os países para alcançar cobertura universal de saúde, não há lugar melhor ou mais crucial para começar do que assegurar que os ’10 Passos para uma Amamentação Bem Sucedida’ são o padrão de cuidado das mães e dos seus bebés.”

Amamentar em exclusivo durante os primeiros seis meses de vida protege contra a subnutrição e contra infeções gastrointestinais, não só nos países em desenvolvimento, mas também nos países industrializados, refere o comunicado. Mas entre 2007 e 2014, apenas 36% das crianças tinham sido amamentadas em exclusivo até aos seis meses, refere a OMS. Continuar a amamentar até aos 12 meses fornece ao bebé cerca de metade das suas necessidades energéticas diárias. E até aos 24 meses, pode representar um terço dessas necessidades.

No comunicado conjunto, as organizações asseguram que o aleitamento materno diminui o risco de infeções gastrointestinais, diminui o risco de obesidade nas crianças e adolescentes, melhora o desempenho escolar e reduz o risco de cancro da mama e do ovário na mãe.

O guião completo da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, com as recomendações revistas pela OMS e Unicef, pode ser consultado aqui.