País

De que têm os pais medo quando os filhos saem com os amigos?

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Os pais têm medos. Os filhos têm vontades. De sair, de experimentar, viajar e viver. Como gerem os pais as saídas à noite e as viagens dos jovens com amigos?

Getty Images/iStockphoto

O que será mais forte? O desejo de autonomia dos jovens ou o medo que os pais têm das saídas dos filhos à noite? A resposta não é fácil. Quem tem filhos adolescentes sabe o misto de sentimentos que se instala quando os mais novos começam a pedir para ir de férias e sair à noite com os amigos. Os pais, que um dia já tiveram a idade dos filhos, sabem bem que a noite e a liberdade trazem uma nova realidade, que é sinónimo de diversão, descontração, procura do prazer e também de transgressão. É tempo de testar os limites.

As saídas à noite estão presentes na vida dos jovens cada vez mais cedo. E, com elas, várias ameaças. O álcool, a droga, sexo, agressões e acidentes são alguns dos ‘fantasmas’ que deixam qualquer mãe ou pai inseguro e angustiado quando um filho está fora de casa até às tantas da manhã. O consumo de álcool na adolescência, em particular, é atualmente considerado um problema de saúde pública. Está quase sempre implícito nas saídas à noite. Se beber uma cerveja não será um problema grave, o consumo em excesso de bebidas brancas e os atuais padrões de consumo (por exemplo, os shots) complicam a situação. Um inquérito oficial concluiu que mais de um terço (35%) dos portugueses maiores de 15 anos consumiam diariamente bebidas alcoólicas. Se na década de 70 se começava a beber álcool por volta dos 18 anos, hoje a média de idades ronda os 13, 14 anos. E a lei parece não ser suficiente para proteger os adolescentes. Não é preciso ter 18 anos para comprar bebidas com relativa facilidade.

As viagens de carro

E depois, há a questão das viagens de carro, outra das principais preocupações dos pais. E com alguma razão. Os dados não mentem. Há cada vez mais jovens a conduzir depois de terem bebido. Há quatro anos, a lei ficou mais restritiva para recém-encartados, mas não resolveu o problema. Foi a 1 de janeiro de 2014 que entraram em vigor mais de 60 alterações ao Código da Estrada, entre as quais a coexistência de duas taxas de álcool mínimas diferentes: uma para os condutores particulares (0,5 g/l) e outra para os profissionais e os recém-encartados (0,2g/l). É considerado recém-encartado quem tem carta há menos de três anos. No entanto, os jovens continuam a conduzir com níveis de álcool no sangue superiores ao previsto na lei (0,2 g/l). Todos os meses, a GNR deteta mais de 100 novos casos e cerca de 10% chegam mesmo a acusar a taxa-crime (1,2 g/l). Estes números serão certamente mais elevados na realidade, uma vez que não incluem os dados das zonas fiscalizadas pela PSP. As estatísticas são consideradas elevadas e preocupantes, para as autoridades e para os pais de jovens que, mesmo sem terem bebido, não deixam de ser condutores inexperientes.

Alguém precisa de boleia?

Um jovem com a carta acabada de tirar sente confiança para encarar a vida com outra liberdade. É um grande passo rumo à independência. De repente, já não é preciso estar dependente dos pais para o ir levar ou buscar. E mais, ele próprio pode dar boleia aos amigos, desafia-los para saírem, para irem de férias juntos. A questão é que um jovem recém-encartado acha que sabe conduzir e não tem consciência de que não tem experiência de condução. Mas só nos momentos em que surgirem imprevistos a inexperiência virá ao de cima. Não respeitar os limites de velocidade, ser afoito nas manobras, não ter noções de travagem e distâncias de segurança, achar que tem sempre razão, o excesso de confiança e a falta de percepção do meio envolvente (como o estado do piso e as condições meteorológicas) são alguns dos factores que podem gerar situações complicadas ao volante. No entanto, algumas das crianças e jovens de hoje vão ter a vida ‘facilitada’ no que toca à condução. É que os carros serão cada vez mais seguros e autónomos.

Carros mais seguros, pais mais tranquilos

As marcas de carros apostam cada vez mais na segurança, o que faz todo o sentido, tendo em conta o número elevado de vidas que continuam a perder-se nas estradas. Uma das marcas mais seguras do mundo é a Audi. Hoje, muitos dos modelos da marca estão equipados, por exemplo, com o sistema de tração de vanguarda quattro®, um sistema de tração integral, com tração permanente às quatro rodas, que oferece uma maior sensibilidade e capacidade de resposta, permitindo assim uma segurança acrescida mesmo em pisos escorregadios e não pavimentados. A marca é pioneira na tecnologia de tração às quatro rodas no segmento premium.

Também ao nível da carroçaria tem havido desenvolvimentos que permitem afirmar que os carros da marca alemã estão mais seguros do que nunca. A carroçaria em alumínio combinada com painéis de alumínio de alta resistência  – o Audi Space Frame – conferem a estes automóveis uma elevada proteção contra impactos.

Mas vamos mais longe. Os jovens de hoje e os de amanhã vão tirar partido de algo a que os pais não tiveram acesso, de vários sistemas de assistência à condução proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico que tem marcado a indústria automóvel. Os sistemas de assistência à condução hoje incorporados nos veículos atingiram um ponto de evolução que há uns bons anos não nos passaria pela cabeça. Muitos modelos de carros à venda já travam sozinhos, têm sensores e câmaras que ajudam a estacionar e a detetar pessoas e obstáculos na estrada, reconhecem os sinais de cansaço do condutor, controlam velocidades e distâncias de segurança, entre outras funções que tornam as viagens cada vez mais seguras. Grande parte dos adolescentes que ainda vão tirar a carta poderão vir a conduzir carros mis inteligentes, que farão a diferença durante as suas viagens, em termos de comodidade e de segurança. Para bem deles e maior descanso dos pais.

Os carros do futuro

Os automóveis completamente autónomos, que ‘guiam’ sozinhos, estão ainda a dar os primeiros passos, mas lá chegaremos, e talvez mais rápido do que imaginamos. Entre o sonho e a realidade, as marcas de carros preparam-se para a transformação que a indústria automóvel vai viver nos próximos anos, a Audi já divulgou as suas inovações. O Audi Aicon é uma delas. Trata-se de um carro futurista com inteligência artificial que não precisa de volante, pedais e cintos de segurança. Nesta ‘visão’ do futuro, há uma especial preocupação com o conforto, a segurança e a tecnologia. Este carro conceito é uma espécie de ‘táxi robô’ que integra elementos que o tornam um verdadeiro meio de transporte onde tudo o que os passageiros têm de fazer é colocar-se confortáveis e esquecer a estrada.

Graças a estas e outras evoluções, umas que já existem e outras que hão de vir, os pais vão poder ficar cada vez menos preocupados com as saídas dos filhos, pelo menos em relação à questão das viagens.

Um jogo de conquista entre pais e filhos

Voltando à questão do arranque, independentemente de todos os riscos que as saídas com amigos implicam, não há muito a fazer. Os adolescentes apelam à condescendência dos pais para poderem sair. Os pais querem impor limites mas têm dificuldade em dizer ‘não’. O que é fundamental, segundo os especialistas, é estabelecer regras. Ter em conta a idade, personalidade, responsabilidade e maturidade dos filhos e, em função disso, colocar regras mais ou menos ‘apertadas’. Deixá-los sair, mas com certas condições, umas passíveis de ser negociadas – como a hora de chegada a casa -, e outras que têm de ser cumpridas à risca, como o dizerem aos pais para onde vão, como vão e como regressam a casa. O ideal nas primeiras vezes, se possível, é que sejam os pais a irem buscá-los. Quanto aos horários, um adolescente que nunca saiu à noite não deverá poder chegar a casa às três da manhã. Mas à medida que as saídas se vão sucedendo e ele vai cumprindo, pode ir chegando sucessivamente um pouco mais tarde. O mesmo se passa em relação aos fins-de-semana e férias com os amigos. Uma coisa é passar um fim-de-semana em casa dos pais de uma amiga, outra é ir para Espanha durante uma semana com os colegas. Cabe aos pais gerir a liberdade conforme o comportamento dos filhos. No fundo, é como um jogo progressivo de conquista de independência e autonomia.

É certo que os filhos vão sempre esconder tudo aquilo que fazem de errado, ou que acham que vai preocupar os pais ou causar conflitos. Vão sempre tentar esconder, ou omitir, de quem gostam, os namoricos, com quem saem e onde vão, o que fazem quando saem, o que bebem, se fumam ou fazem sexo e todas as suas inseguranças e angústias, próprias da idade.  E os pais sabem-no, mesmo que prefiram fingir não saber. Também eles, um dia, foram adolescentes e passaram por todos os desafios com que agora os filhos se deparam. Os tempos são outros, mas ser adolescente continua a ser tempo de viver novas experiências. E isso implica também sair e viajar. E neste capítulo, eles estão claramente em vantagem. Têm hoje, como já referimos, carros mais inteligentes e seguros.

Liberdade e bom senso. Faz lembrar o título de um livro, mas neste caso pode ser a receita para enfrentar as primeiras saídas dos filhos. Afinal, como um dia disse Albert Einstein, a vida é como andar de bicicleta: para ter equilíbrio é preciso manter-se em movimento.

Saiba mais sobre este projecto em: observador.pt/seccao/audi-sonho-vs-realidade/

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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