Uma vitória anunciada e com cereja no topo do bolo: quando faltam ainda três jornadas para o final da segunda fase do Campeonato de andebol, o Sporting recebeu e venceu o Benfica por 33-27 no Pavilhão João Rocha, carimbando assim a revalidação do título conquistado no ano passado após um longo jejum de 16 anos e batendo um recorde em termos nacionais: ao somar o 28.ª triunfo consecutivo, o conjunto verde e branco bateu o registo máximo que pertencia ao FC Porto.

Mas este foi um dérbi que começou a ser jogado muito antes, mais concretamente no final do jogo que os encarnados tiveram (e ganharam, 30-26) na Madeira, quarta-feira. Após o encontro, que teve Cavalcanti e Paulo Moreno como melhores marcadores, Carlos Resende, treinador do Benfica, projetou a partida no Pavilhão João Rocha com um reparo à conduta dos leões: “O Sporting tentará fazer o seu anti jogo, caberá à inteligência dos árbitros não permitir”. Carlos Galambas, antigo companheiro de equipa e atual diretor da modalidade em Alvalade, respondeu em declarações ao site oficial do clube: “Existe uma pressão inaceitável sobre a dupla de árbitros que foi nomeada. O Benfica entra em campo frente ao Sporting disposto quase sempre a praticar pugilismo”. Em resposta, uma fonte do clube da Luz recordou ao jornal Record a lesão de Fábio Antunes, a saída de Pedro Seabra ao intervalo de um jogo e os pontos que Ricardo Pesqueira teve de levar, sempre em dérbis.

O Sporting partia apostado em confirmar a tendência recente nos jogos com o Benfica, os encarnados queriam quebrar uma espécie de maldição que se foi avolumando nas últimas partidas: esta temporada, os leões venceram na Luz na fase regular (27-24) e na fase final (29-24), repetindo o resultado no Pavilhão João Rocha (33-29). Antes, e olhando apenas para encontros a contar para o Campeonato, é preciso recuar a 25 de maio de 2013 para encontrar um triunfo das águias (31-30, na última jornada da fase final que decidia o segundo lugar); daí para cá, em 15 dérbis, houve 12 vitórias verde e brancas e três empates. Uma tendência que foi esta noite alargada para 16 encontros na prova se triunfos encarnados.

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E não demorou até se perceber a tendência do encontro: aos cinco minutos, o Sporting tinha conseguido já uma vantagem de quatro golos (5-1), que foi gerindo a partir desse momento (12-7 aos 15′). O primeiro tempo continuou com superioridade dos ataques face às defesas (35 golos nos 30 minutos iniciais), os leões chegaram à vantagem máxima de sete golos (18-11), avanço que estava ligeiramente reduzido ao intervalo (20-15). Frankis Carol e Nikcevic, do lado verde e branco, e David Carvalho e Alexandre Cavalcanti, por parte dos encarnados, foram os melhores marcadores com quatro golos cada.

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A segunda parte começou com uma reação fortíssima do Benfica, que chegou mesmo a passar para a frente do marcador aos 41′ num contra-ataque bem concluído por David Carvalho (23-22). O Sporting ia acumulando erros no ataque, com várias posses sem remate, mas um desconto de tempo pedido por Hugo Canela conseguiu de novo inverter a tendência, com resultados práticos na agressividade defensiva dos leões que voltaram a passar para a frente do marcador com uma margem confortável de quatro golos (29-25) nos últimos cinco minutos, praticando carimbando o triunfo que se confirmaria por 33-27. Davide Carvalho, com nove golos, foi o melhor marcador do encontro, seguido por Cavalcanti (sete). No lado verde e branco, Pedro Portela, que está de saída para o campeonato francês no final da temporada, foi o mais certeiro com seis golos, seguido de Pedro Valdés, Frankis Carol e Ivan Nikcevic, todos com cinco.

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