A Frelimo, partido no poder em Moçambique, considerou esta quarta-feira “crucial e urgente” o desarmamento, desmobilização e reintegração do braço armado da Renamo, oposição, que por sua vez também apoia a ideia. A chefe da bancada da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Margarida Talapa, disse esta quarta-feira na Assembleia da República ser crucial o avanço do processo junto das forças residuais da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para reintegração na vida civil e nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

“Não há no mundo, nenhuma moeda que tenha apenas uma face. A paz é uma moeda, com a descentralização e a desmilitarização como as suas duas faces”, afirmou Talapa, ao discursar após a aprovação da proposta de revisão pontual da Constituição sobre a descentralização. A Frelimo, prosseguiu, espera agora que o diálogo para a desmobilização do braço armado da Renamo continue com a nova liderança do partido, depois de ter sido iniciada com Afonso Dhlakama, que morreu a 3 de maio devido a complicações de saúde.

A chefe da bancada da Renamo, Ivone Soares, considerou urgente o desfecho da questão que envolve os guerrilheiros da Renamo no âmbito do diálogo com o Governo sobre a paz. “Queremos urgentemente que se avance com as questões militares”, declarou Ivone Soares. A Renamo, continuou, defende a nomeação de oficiais do braço armado do partido para postos de comando nas Forças de Defesa e Segurança.

A questão da desmobilização continua pendente no diálogo sobre a paz entre o Governo e o principal partido da oposição, depois de a Assembleia da República ter aprovado esta quarta-feira a revisão pontual da Constituição da República para a descentralização.