Museus

Polémico “Museu dos Descobrimentos” pode vir a chamar-se “A Viagem”

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A polémica em torno do Museu dos Descobrimentos pode estar quase no fim. De acordo com o jornal i, o futuro espaço museológico de Lisboa vai ter um novo nome e uma nova localização.

O museu dedicado aos Descobrimentos era para ser construído na Ribeira das Naus, "mas esta polémica toda mudou tudo"

© Hugo Amaral/Observador

O Museu das Descobertas pode não se vir a chamar Museu das Descobertas. De acordo com o jornal i, já terá sido escolhido um novo nome para o futuro espaço museológico de Lisboa, que poderá vir a antes chamar-se “A Viagem”, pondo assim um ponto final numa polémica que terá apanhado o presidente da câmara, Fernando Medina, de surpresa.

Fonte próxima do presidente da Câmara Municipal de Lisboa revelou ao i que, devido à discussão gerada em torno do nome do futuro museu, este irá ter “outro nome e outra localização”. O mais provável é que se venha a chamar “A Viagem” e que seja construído “entre o Jardim do Tabaco e o cais dos paquetes”. A ideia original era que ficasse na Ribeira das Naus e que tivesse “como peça principal uma réplica de uma caravela em tamanho aumentado”, disse a mesma fonte. “Mas esta polémica toda mudou tudo.”

A criação de um espaço museológico dedicado aos Descobrimentos portugueses fazia parte do programa eleitoral do PS das últimas eleições autárquicas, em 2017. A ideia não era nova, mas ganhou novo interesse sobretudo depois de o Expresso ter publicado uma carta aberta, assinada por historiadores e cientistas sociais, em que era defendido que nomes como “Museu das Descobertas” ou “Museu da Interculturalidade de Origem Portuguesa” não eram os mais indicados.

Os portugueses dos séculos XV a XVIII — bem como os dos séculos XIX e XX — nem sempre foram paladinos do diálogo intercultural. Muito frequentemente foram o contrário disto. Como se pode ver, a questão não é apenas a do nome, mas aquilo que o nome representa enquanto projecto ideológico”, era referido na carta aberta.

Segundo a fonte ouvida pelo i, a principal “preocupação era mostrar o que foram as descobertas marítimas, o que é que os portugueses encontraram quando chegaram à Índia, por exemplo, o que lá deixaram e o que trouxeram”. A ideia nunca foi criar “um museu a favor do colonialismo”.

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