Petróleo

Procura global de petróleo voltará a crescer em 2019 ao ritmo de 2018

A procura global de petróleo voltará a crescer no próximo ano ao mesmo ritmo de 2018, com 1,4 milhões de barris diários suplementares em cada dia, resultado do dinamismo da economia.

BP / KJETIL ALSVIK / HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A procura global de petróleo voltará a crescer no próximo ano ao mesmo ritmo de 2018, com 1,4 milhões de barris diários suplementares em cada dia, resultado do dinamismo da economia, anunciou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

No relatório mensal sobre o mercado petrolífero, a AIE sinalizou que não acredita que os preços do barril de petróleo aumentem como aconteceu em meados de 2017.

A AIE refere que alguns países como a Argentina, Brasil, Indonésia, Rússia e Turquia consideram tomar medidas para ajudar os seus consumidores a fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis, algo que poderia alterar a sua previsão.

A agência refere que igualmente poderá alterar a sua estimativa um abrandamento da confiança económica, o protecionismo comercial ou uma maior valorização do dólar.

Os autores do relatório confirmaram as suas previsões relativas ao consumo, que deverá situar-se este ano nos 99,1 milhões de barris diários, num aumento de 1,4 milhões face a 2017.

No que se refere à oferta, esta foi revista em alta, estimando-se que os países que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) produzirão dois milhões de barris diários adicionais e 1,7 milhões em 2019.

Perto de 75% deste incremento deverá ser atribuído aos EUA, sobretudo ao Estado do Texas.

No que se refere à OPEP, a AIE — que reúne os grandes consumidores de energia membros da OCDE – sinaliza que está dependente da evolução da Venezuela, em pleno colapso económico, e do Irão, pelas sanções que foram impostas pelos EUA.

No cenário traçado pela AIE, que atenta para o facto de não ser uma previsão, a perda de produção nestes dois países deverá ser de 1,5 milhões de barris diários em finais de 2019. No caso da Venezuela, estas perdas irão somar-se ao um milhão de barris diários que tem vindo a perder nos dois últimos anos.

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