Lifestyle

Roteiros de férias. Vá para o Paraíso, não volte para o Inferno

Ainda não sabe onde gastar os dias de férias? Dependendo do seu perfil podem estar aqui as ideias que necessita para umas férias de sonho. Pelo caminho, mantenha a casa em segurança na sua ausência.

Getty Images/iStockphoto

Para o viajante solitário

Destino? Japão, Ásia

Porquê? O Japão é um país desafiante. Há poucas culturas civilizadas tão diferentes da nossa como a japonesa. Há poucas metrópoles no mundo tão vibrantes como Tóquio. E há poucas redes de transportes tão rápidas e eficazes como a que liga, por comboio, as principais cidades japonesas. Para alguém que viaja sozinho, o Japão tem várias vantagens: é um país seguro, as pessoas são atenciosas — mesmo as que não falam inglês, e há muitas que não falam — e estão sempre prontas a ajudar. Mais: estar sozinho, no Japão, é perfeitamente natural. Não faltam clientes solitários em restaurantes e muitos deles estão devidamente apetrechados para os receber, com longos balcões ou, até, cabines individuais. Da mesma forma, os famosos hotéis-cápsula também são indicados para o viajante solitário, com zonas diferenciadas para homens e mulheres. Uma viagem começará, obrigatoriamente, na moderníssima Tóquio, onde será essencial visitar o histórico mercado de Tsukiji — que irá encerrar e mudar de localização em outubro próximo —, o movimentadíssimo bairro de Shinjuku, com os neóns e luzes coloridas ou os inúmeros parques e jardins da cidade. Depois, rume-se a outras paragens, como a tradicional Quioto, os templos e santuários de Nikko ou, no caso de quem viaja para dar uso às papilas gustativas, Osaca, que será talvez a cidade japonesa onde melhor se come.

Como? Não há voos diretos entre Portugal e o Japão, mas companhias como a Emirates, a Air France ou a polaca Lot fazem ligações entre Lisboa e Tóquio com apenas uma escala. Se marcado com bastante antecedência é possível encontrar voos de ida e volta por cerca de 500€. Com menos de três meses de antecedência os preços sobem para perto dos 900€.

Para o casal

Destino? Ísquia, Itália

Porquê? A Itália é, no seu todo um excelente destino para casais. Não faltam estradas românticas para percorrer a dois, sítios onde parar para comer — e muito bem — pelo caminho, monumentos únicos para descobrir e paisagens deslumbrantes de todo o género para apreciar, do mar à montanha. Não só na Itália continental como nas ilhas. E é, precisamente, uma ilha a sugestão que se segue: Ísquia (Ischia, na grafia original). De origem vulcânica, é a maior ilha do Golfo de Nápoles, muito menos conhecida que a vizinha Capri, mas com o mesmo mar cristalino e temperado que nesta altura ronda, em média, os 25/26ºC. Mas não é só a dar mergulhos no mar que se passa o tempo por ali.

Evite assaltos durante as férias

Há algumas medidas que se podem (e devem) tomar para minimizar o risco de assalto à residência durante as férias:
– Deixar as persianas ligeiramente abertas
– Fechar bem todas as portas e janelas
– Não comentar com desconhecidos que se vai de férias
– Informar um vizinho de confiança e, se possível, pedir a algum familiar ou amigo para ir a casa durante esse período para retirar correspondência do correio e deixar algum sinal de movimento.

Isto não devem impedir a possibilidade de contemplar um sistema de alarme residencial: a Prosegur tem soluções para vários tipos de orçamento e necessidades.

No extremo Este de Ísquia encontra-se o ilhéu de Sant’Angelo, ligado à ilha-mãe por uma estreita ponte, e que é onde se encontra o Castelo Aragonês, uma fortificação com mais de 2500 anos que pode ser visitada e acedida por um elevador cravado na rocha. Ou os jardins Poseidon e respetivas águas termais que se podem desfrutar nas inúmeras piscinas do complexo, que inclui ainda uma praia privativa. Por falar em praias, não faltam opções, umas mais acessíveis — e concorridas — que outras. A Baía de San Montano, no norte da ilha, é, porém, de visita obrigatória, pela beleza natural. Ísquia é, também, um dos cenários da tetralogia de Elena Ferrante, a misteriosa autora italiana cuja identidade — e género — é mantido em segredo até hoje. E não só: foi também cenário em filmes como “Cleópatra” ou “O Talentoso Mr. Ripley”.

Como? A partir de Nápoles há uma viagem de ferry que dura dura 60 ou 90 minutos — há viagens diretas e outras que passam na ilha de Procida — e que custa de 11 a 19€. Voos diretos para Nápoles existem a partir de Lisboa e do Porto, operados pela Ryanair. Comprados com algum tempo de antecedência podem ficar por cerca de 100€ (ida e volta).

Para a família

Destino? Costa Alentejana e Vicentina, Portugal

Porquê? Neste caso, é tão importante o destino como o meio de transporte escolhido. E isto porque a proposta é alugar uma auto-caravana (ver em baixo, “Como?”) e levar a família toda a descobrir o que é considerado por muitos o mais belo pedaço de costa nacional. As razões são simples: as crianças adoram novas experiências, sobretudo quando isso significa dormir na caravana ou acampar, fazer piqueniques com vista para o mar e, pelo caminho, descobrir novas praias, com extensos areais para poderem correr à vontade. A viagem pode começar pela zona de Sines — a estrada que começa em São Torpes é das mais bonitas marginais do país — , prosseguir pelas vilas pitorescas da costa: Porto Covo, Vila Nova de Mil Fontes e São Teotónio, com desvios para comer nalguns dos melhores restaurantes da zona, casos da Tasca do Celso, da Barca Tranquitanas ou do Azenha do Mar.

A festa — ou, neste caso, as férias — continua em Odeceixe, primeira povoação algarvia da costa Oeste. Mais a sul, no Rogil, há belíssimas praias para descobrir, como a de Vale dos Homens e a de Carriagem. Já nas de Alejzur, a vila que se segue, porque não fazer uma aula de surf? Há professores experientes em Monte Clérigo, na Arrifana ou na Amoreira onde, além do mar, desagua uma ribeira (de Aljezur, precisamente) que faz as delícias dos mais pequenos. Em Vila do Bispo, não perder uma visita ao Café Correia ou a Tasca do Careca para provar as lulas recheadas. Os percebes são, também, uma especialidade local. A viagem deverá terminar no extremo sudoeste da região, o Cabo de São Vicente, em Sagres. O terraço do Pau de Pita, na rua principal da vila, é um ótimo sítio para beber um copo ao fim da tarde.

Como? A Indiecampers (https://indiecampers.com/) tem modelos de caravanas para todos as famílias, mais ou menos numerosas, com preços que começam nos 100€/noite. O mesmo tipo de preços que se encontram na Campervan Portugal (https://campervanportugal.com/) Já o Yescapa (https://www.yescapa.pt/) funciona como uma espécie de Airbnb das autocaravanas, com preços que, em alguns casos, conseguem ser bastante mais baixos (entre 45 a 60€/noite).

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Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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