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Exército reforça contingente português na República Centro Africana

O exército vai reforçar com 20 militares e seis veículos blindados de transporte de infantaria "Pandur" o contingente português na República Centro Africana, disse o chefe do Estado-Maior do Exército.

JOSÉ COELHO/LUSA

O exército vai reforçar com 20 militares e seis veículos blindados de transporte de infantaria “Pandur” o contingente português presente na República Centro Africana (RCA), disse esta sexta-feira o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte. “É um reforço importante que estou certo vos dará maior confiança para o desempenho das missões que tereis pela frente”, disse o general Rovisco Duarte, durante a cerimónia de entrega do estandarte nacional à 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, que decorreu esta sexta-feira na Torreira, Murtosa.

Segundo Rovisco Duarte, as propostas de alteração à estrutura orgânica da força para “incrementar a capacidade de transporte, evacuação, proteção e segurança”, foram aprovadas no último Conselho Superior de Defesa Nacional, em 13 de julho.

À margem da cerimónia, questionado sobre a sua audição na comissão parlamentar de Defesa sobre o caso de Tancos, agendada para a próxima terça-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército limitou-se a dizer que está tranquilo, escusando-se a prestar mais declarações. A 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, no âmbito de uma missão das Nações Unidas, é constituída por 179 militares portugueses, sendo 24 oficiais, 40 sargentos e 115 praças.

Os militares que vão ficar sediados em Bangui, capital daquele país africano, têm como missão proteger as populações e os mais desfavorecidos dos grupos armados, constituindo-se como uma força de reação rápida. “É um cenário que envolve alguns riscos que tentamos mitigar com o treino que fazemos e com a proteção que levamos, nomeadamente o reforço que o exército disponibilizou à força através das viaturas pandur”, disse o comandante da 4.ª Força Nacional Destacada para a RCA, tenente coronel Óscar Fontoura.

A capitão Sílvia Torre, uma das duas mulheres que integram o contingente português que vai partir para a RCA, afirmou que, apesar dos riscos da missão, a família está a reagir bem. “Não é um teatro fácil, mas os familiares têm-me dado apoio. Certamente que as notícias trazem um bocado de incerteza a quem cá fica, mas nós também estamos cá para os ajudar e para os informar que estamos bem”, disse a militar.

A fase de aprontamento da força constituída por homens do exército e da força aérea portugueses começou em 12 de março e vai terminar em 17 de agosto. Um primeiro grupo avançado de 40 militares parte no dia 21 de agosto e os restantes partem em 05 de setembro, estando prevista a chegada à RCA no dia seguinte. A 4.ª Força Nacional Destacada deverá manter-se no teatro de operações durante seis meses.

Portugal está atualmente presente na RCA, no quadro da MINUSCA(sigla em Inglês de Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana), com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 159 militares, dos quais 156 do Exército, sendo 126 paraquedistas, e três da Força Aérea.

A 3.ª Força nacional Destacada iniciou a missão em 05 de março de 2018. Os 159 militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida da MINUSCA, têm a base principal na capital, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

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