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O secretário de Estado da Administração Interna americano atirou responsabilidades para os ambientalistas pela onda de incêndios que tem atingido a Califórnia. Ryan Zink também desconfia das teses científicas sobre o aquecimento global que considera nada terem a ver com os fogos das últimas semanas e que, na sua opinião, só pioraram por causa dos limites aos cortes de madeira.

“A América é melhor do que deixar esses grupos radicais controlar o diálogo sobre as alterações climáticas”, defendeu Zinke à KCRA, uma estação televisiva do norte da Califórnia este domingo e que é citada pelo jornal The Guardian.

“Ambientalistas radicais fecharam caminhos públicos. Falam de habitats, no entanto estão dispostos a permitir que estes ardam”.

O membro da administração Trump já tinha defendido a mesma posição no USA Today quando considerou os ambientalistas parcialmente responsáveis pelos incêndios por terem tomado posição contra a indústria madeireira. Para Zinke, a atividade de abate de árvores é uma forma responsável de gestão florestal e apelou a um maior corte de espécies, porque tal também positivo para a economia.

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“Não se trata de um debate sobre alterações climáticas”, referiu ainda numa visita a uma das zonas afetadas pelos incêndios, segundo relata o Sacramento Bee. Não há dúvidas de que a época de fogos está a ficar mais longa e que as temperaturas estão a ficar mais quentes.

As posições assumidas pelo secretário de Estado da Administração Interna parecem estar em sintonia com as declarações de Donald Trump sobre os incêndios na Califórnia. Num tweet de 5 de agosto, o presidente americano sugeriu que os fogos florestais foram muito agravados devido a leis ambientais erradas que não permitem que não permitem o uso de grandes quantidades de água já disponíveis serem usadas adequadamente”. Esta referência às longas disputas na Califórnia sobre os diretos sobre a água, foi mal compreendida por alguns. Os bombeiros não tiveram falta de água para combater os fogos.