Sporting

Bruno Jacinto deixou Sporting na semana passada. Hoje, foi detido. O que dizem os autos sobre ele?

Caso da invasão da Academia fez mais dois detidos, um deles Bruno Jacinto, que será amanhã presente a um juiz de instrução. Oficial de Ligação aos Adeptos desde 2017, deixou o clube na semana passada.

Ataque à Academia do Sporting a 15 de maio já tem 37 suspeitos em prisão preventiva; esta noite houve mais duas detenções

No início de 2017, Bruno Jacinto, elemento que era membro da Juventude Leonina e fundador de outra das claques do Sporting, o Diretivo Ultras XXI, assumiu o cargo de Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) no seguimento do acumular de funções no clube, em particular junto do futebol, de André Geraldes. Mesmo depois das eleições, tudo apontava para que continuasse no cargo. No entanto, no decorrer da semana passada, foi chamado para uma reunião com responsáveis leoninos, nomeadamente o presidente Frederico Varandas. Terá ficado logo aí decidido que iria deixar o lugar. Esta noite, foi um dos dois detidos no âmbito do caso dos ataques à Academia verde e branca, em Alcochete, no passado dia 15 de maio.

De acordo com o que foi explicado ao Observador, havia a conotação de Bruno Jacinto ao antigo presidente leonino, Bruno de Carvalho, mas também já se ouviam em termos internos alguns comentários a propósito de uma possível ligação ao processo, algo que se confirmou mesmo esta terça-feira. E a “substituição” foi de tal forma célere que existirá já um possível nome para o cargo em cima da mesa, ainda que sem qualquer confirmação oficial por parte do clube até ao momento. Uma outra fonte contactada assegura que, esta semana, o antigo responsável terá passado por Alvalade mas já sem funções.

O nome de Bruno Jacinto já estava presente nos autos, nomeadamente pelo responsável de Operações da Academia, Ricardo Gonçalves, que na altura explicou às autoridades que recebera uma chamada do então OLA às 16h55, 14 minutos antes do ataque, alertando que a Juventude Leonina estaria a caminho das instalações para falar com a equipa. Ao saber disso, e conhecendo os antecedentes no final do encontro na Madeira com o Marítimo, Gonçalves ligou para o comandantes de Posto da GNR de Alcochete. Por não se encontrar em Alcochete, esta era a única referência direta existente sobre Jacinto.

Mais tarde, a meio de julho, o Correio da Manhã avançou com a informação que o antigo Oficial de Ligação aos Adeptos, que entretanto chegara à Academia, teria dado autorização e até ajudado a que Nuno Torres, elemento que entrou no espaço ao volante de um BMW e que foi constituído mais tarde arguido, estando agora em prisão preventiva, saísse da Academia na mesma viatura. Terá sido também por sua influência, de acordo com o jornal, que Fernando Mendes, antigo líder da claque Juventude Leonina, conseguiu deixar o local. Mais tarde, na primeira semana de junho, seria também detido. Ao todo, são já 37 o número de suspeitos da autoria do ataque que se encontram em prisão preventiva.

Segundo o Expresso, Bruno Jacinto, que deverá ser ouvido esta quarta-feira por um juiz de instrução que irá decretar as medidas de coação a aplicar, já foi constituído arguido. Ainda não é conhecida a identidade do outro elemento que terá sido detido.

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