O Cherokee pode não ser o mais luxuoso dos modelos da Jeep, mas é um dos que enverga uma das denominações mais conceituadas e com mais história. O SUV americano sempre gozou de grande aceitação junto do público, mas a última geração não foi feliz em termos estilísticos, pois os designers da casa usaram e abusaram da criatividade, concebendo um modelo com uma frente demasiado estranha. Mas como ‘para grandes males grandes remédios’, eis que surge um Cherokee renovado, com uma frente moderna, mas fiel à imagem do construtor, além de outras diferenças por dentro e por fora.

Com uma frente nova, em que a grelha tradicional rima com os faróis rasgados, e uma traseira igualmente mais atraente dá um toque de distinção ao SUV com mais de 4,6 metros de comprimento, o novo Cherokee muito está cativante para quem o vê de fora. Mas uma vez lá dentro, o SUV surpreende com melhores materiais, mais equipamento de conforto e de segurança e mais soluções de infoentretenimento, graças ao recurso à 4ª geração do sistema Uconnect, que pode ser visível em ecrãs de 7 e 8,4 polegadas.

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Igualmente importante é a adopção do novo motor 2.2 turbodiesel, com versões de 150 e 195 cv, similar ao que equipa o Giulia, ou seja, um motor da última geração, o que se pode traduzir por mais suavidade e menos consumo, sem que isto belisque a potência. Associado a esta unidade está uma nova caixa automática de 9 velocidades, que pode ser comandada através das patilhas junto ao volante, sendo que em 2019 surgirá um motor a gasolina 2.0, com 270 cv, também ele herdado do Giulia.

Com versões 4×2 e 4×4, estas últimas com três tipos de tracção, o Jeep Active Drive I (com controlo da distribuição da potência pelos dois eixos), o Jeep Active Drive II (similar, mas com redutoras, ideal para situações de trial) e o Jeep Active Drive Lock, que a tudo o resto alia o bloqueio do diferencial posterior, para garantir a máxima tracção em zonas com uma aderência mínima. Além da tracção integral, o condutor pode ainda recorrer a vários modos de condução, mais uma vez de acordo com as especificidades do terreno, com o sistema Select Terrain a permitir-lhe optar pelo Snow, Sport, Sand/Mud e Auto, em que é o veículo que decide qual a melhor opção.

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Com os níveis de equipamento Longitude, Limited, Overland, Sport e Trailhawk, o Cherokee mais acessível é proposto por 52.000€, correspondente ao Longitude 4×2, com motor 2.2 de 150 cv, enquanto que a versão mais onerosa é comercializada por 70.500€, precisamente a Overland com motorização 2.2 com 195 cv e tracção 4×4.

Renegade está mais atraente e com novos motores

A chegada do novo Cherokee ao nosso país surge num momento particularmente animado em matéria de vendas, pois a Jeep deverá conseguir comercializar até final do ano cerca de 1.800 veículos, quando nos últimos anos raramente ultrapassou as 300 unidades.

O novo Cherokee vai certamente dar um contributo importante para este incremento de vendas, tal como o novo Wrangler, o luxuoso Grand Cherokee e sobretudo o pequeno Renegade. O mais pequeno dos Jeep também foi profundamente revisto e se chega ao nosso país inicialmente por valores a partir de 21.500€, irá beneficiar ainda de uma versão especial, que irá ser proposta por apenas 19.000€.