Igreja Católica

Manuel Clemente diz que não é necessário “para já” estudo sobre abusos sexuais

116

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Clemente, afirmou que o assunto dos abusos sexuais não foi abordado na reunião em Fátima, mas que "tudo é possível".

RUI MIGUEL PEDROSA/LUSA

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Clemente, disse esta quinta-feira que não é necessário “para já” um estudo sobre os abusos sexuais na Igreja. Durante a conferência de imprensa sobre as conclusões da Assembleia Plenária decorreu em Fátima, de 12 a 15 de novembro de 2018, Manuel Clemente foi confrontado com o alerta dos bispos em Espanha sobre casos de abusos sexuais na Igreja nas décadas de 50 ou 60.

O presidente da CEP afirmou que o assunto dos abusos sexuais não foi abordado na reunião em Fátima. “Para já não tratámos disso diretamente. O que fizemos [anteriormente] foi publicar as diretivas, que para já são suficientes e esclarecedoras para aquilo que tem que se fazer”, salientou.

A propósito da realização de estudo aprofundado, afirmou: “Tudo é possível. Para já, não se pôs isso ainda em cima da mesa. Se for necessário e aconselhável vamos fazer“, afirmou, alertando, contudo, para o cuidado a ter “com generalizações neste campo”, pois “cada caso é um caso”.

“O tema continua a ser acompanhado por todos nós. Em 2012 publicámos umas diretivas concretas em relação a essa problemática. Essas diretivas são conhecidas e são aquelas que, se surgirem casos, vão ser seguidas: atendemos as pessoas, ouvimos os queixosos, acompanhamos as famílias e o recurso às autoridades policiais, sempre que isso seja necessário e conveniente”, reforçou Manuel Clemente. O presidente da CEP acrescentou que, depois de reunirem os factos, “se a análise for positiva, encaminha-se as coisas quer para as instâncias do Estado quer para as instâncias romanas “.

“Tenhamos cuidado num ponto: neste campo tudo é mau, mas não é tudo igual e cada caso é um caso e apresentá-lo no conjunto pode incorrer nesta distorção de generalizar aquilo que acontece individualmente e pessoalmente. Tenhamos o cuidado de casos que se apresentem analisá-los pessoalmente, acompanhá-los com todos os implicados, pessoalmente, e sem generalizações, porque se trata de pessoas e cada caso é um caso”, alertou. O cardeal patriarca de Lisboa informou também que mesmo os casos que são arquivados na justiça civil, se “não estiverem arquivados na justiça canónica têm seguido para Roma”.

Na reunião da CEP foi ainda abordado o tema das fake news, que os bispos consideram ser um “problema grave” também para a Igreja. “Temos de criar uma distância crítica e pessoal e comunitária e não sermos tão precipitados, porque muitas vezes o tempo real é um tempo fantasma”, afirmou Manuel Clemente.

Os bispos refletiram sobre uma proposta comum de taxas, tributos e emolumentos para todas as dioceses, “tendo em vista harmonizar e atualizar o que já se encontra definido nas três províncias eclesiásticas”. O presidente da CEP explicou que houve necessidade de criar “tabelas comuns” para a “pouco e pouco convergirem em orientações comuns”.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Igreja Católica

Um sinal de Deus para a Igreja


Eugénia Tomaz
4.045

A beatificação de Guadalupe Ortiz de Landázuri recorda que a Opus Dei é um diaconado permanente, de homens e mulheres, com a missão de estabelecer pontes entre a hierarquia da Igreja e o Povo de Deus

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)