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Moçambique

Petrolífera Wentworth anuncia saída de Moçambique em abril de 2019

A empresa petrolífera Wentworth Resources, envolvida na prospeção de gás natural em terrenos moçambicanos, vai abandonar o país em abril de 2019. A empresa tinha licença até junho desse ano.

O presidente do Conselho de Administração da empresa, Eskil Jersing, justificou a decisão com a baixa rentabilidade da exploração do bloco Tembo

VADIM RUSAKOV/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A empresa petrolífera Wentworth Resources, envolvida na prospeção de gás natural em terrenos do norte de Moçambique, anunciou esta segunda-feira que vai abandonar o país em abril de 2019, abdicando da sua participação no bloco Tembo.

O anúncio surge cerca de um mês depois de a empresa comunicar aos seus investidores que tinha perspetivas de realizar uma exploração naquele bloco com 2.500 quilómetros quadrados.

O abandono da empresa, com licença válida até junho de 2019, está previsto para 30 de abril.

Além do encerramento dos escritórios em Maputo, a Wentworth Resources terminará ainda a sua presença nos campos de Muxara e Palma para se focar nos ativos na baía de Mnazi, na Tanzânia.

Segundo a empresa, o volume de gás natural estimado é inferior às previsões iniciais.

O presidente do Conselho de Administração da empresa, Eskil Jersing, justificou a decisão com a baixa rentabilidade da exploração do bloco Tembo. “Completámos uma minuciosa análise técnica e comercial do portefólio de ativos da empresa e concluímos que Tembo não nos produz soluções com ganhos adequados”, disse o responsável da empresa petrolífera, que elogiou as entidades moçambicanas envolvidas e prometeu um período de transição “eficaz e suave”.

“Valorizamos as excelentes relações até à data com a ENH [Empresa Nacional de Hidrocarbonetos], e o INP [Instituto Nacional de Petróleo], o regulador nacional, e vamos esforçar-nos para assegurar um período de transição eficaz e suave para todos os intervenientes”, acrescentou.

A Wentworth Resources (antiga Artumas Group) descobriu depósitos de gás natural em terra, no subsolo de Cabo Delgado, norte de Moçambique, em 2014, através do furo Tembo 1, com 4.500 metros de profundidade, e que agora diz parecerem inviáveis para exploração.

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