Crime

Mulher suspeita de vender filhos fica em prisão domiciliária

A mulher detida no Porto por suspeitas de tráfico de recém-nascidos fica em prisão domiciliária. O homem fica obrigado a apresentações periódicas. Casal foi ouvido no Tribunal de Instrução Criminal.

Paulo Cunha/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A mulher detida no Porto por suspeita de tráfico de recém-nascidos e falsificação de documentos vai ficar em prisão domiciliária, enquanto o companheiro, suspeito dos mesmos crimes, fica obrigado a apresentações periódicas, disse hoje fonte policial.

O casal foi ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, tendo sido decretada prisão domiciliária à mulher e apresentações periódicas às autoridades para o seu companheiro, disse à Lusa fonte policial ligada ao processo.

A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, anunciou na quinta-feira que deteve dois suspeitos residentes no Grande Porto pela prática de crimes de tráfico de recém-nascidos, que “decorreram no período compreendido entre julho de 2011 e 2017”, e que consistiram na entrega de “quatro recém-nascidos, mediante pagamentos pecuniários e outras contrapartidas, a cidadãos residentes no espaço europeu”.

A mulher, de 41 anos, de nacionalidade brasileira e com profissão de pasteleira, vive no Porto, local onde foi detida na quarta-feira pela Judiciária.

O companheiro, 45 anos, com quem a mulher manteria uma relação há cerca de dez anos, é de nacionalidade portuguesa, construtor civil e reside em Vila do Conde, cidade onde se efetivou a detenção.

Segundo a Judiciária, os dois detidos estão indiciados da prática de quatro crimes de tráfico de seres humanos, concretizados na alienação de crianças recém-nascidas, bem como de igual número de crimes de falsificação de documentos.

A investigação policial foi efetuada durante “vários meses” e foi “complementada com buscas domiciliárias” efetuadas na quarta-feira, onde foi recolhido “acervo de matéria probatória relevante relacionada com os factos em investigação”.

Segundo o diretor Polícia Judiciária do Norte, Norberto Martins, a investigação iniciou-se devido a uma “denúncia anónima” e relatos de que uma “senhora tinha sucessivas gravidezes, mas que nunca ninguém viu ou conheceu as crianças”.

“As crianças seriam geradas com o objetivo de serem vendidas”, acrescentou Norberto Martins, durante a conferência de imprensa da PJ do Norte, na quinta-feira à tarde.

O diretor revelou também que as quatro crianças, a mais velha nascida em 2011 e a mais nova em 2017, terão sido “vendidas a cidadãos europeus”, e que entre as famílias de destino “existem portugueses”.

Os bebés nasceram em Portugal, mas desconhecem-se as circunstâncias dos partos e dos nascimentos, nomeadamente se em casa ou em hospitais, acrescentou Norberto Martins, referindo ser possível dizer que as crianças não estarão numa situação de perigo.

Esta força policial acredita que, após os nascimentos, o casal suspeito da prática de crimes de tráfico de recém-nascidos falsificava os documentos das crianças, designadamente no que toca à paternidade.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Obituário

O meu amigo Augusto Cid

Alexandre Patrício Gouveia

Sem Augusto Cid Camarate teria, para sempre, sido descrito como mero acidente, e os portugueses teriam vivido com uma mentira relativamente à morte do seu primeiro-ministro e do seu ministro da Defesa

Crónica

Mais 5 dias inúteis /premium

Alberto Gonçalves

Claro que o ar do tempo começa a tornar-se irrespirável e que uma sociedade fundamentada na desconfiança e na delação não promete um futuro risonho. Claro que me apetecia fazer queixa. Mas a quem?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)