Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo ouviu as Janeiras e fez apelo à tolerância, contra radicalismos

Presidente da República assistiu às janeiras no Palácio de Belém, pela Sociedade Musical de Vouzela, e fez apelo ao "espírito de família", à tolerância, que se evite a violência e a radicalização.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Presidente da República assistiu este domingo às tradicionais janeiras no Palácio de Belém, pela Sociedade Musical de Vouzela, e fez um apelo ao “espírito de família”, à tolerância, que se evite a violência e a radicalização. Em Dia de Reis, e depois de ouvir uma mistura de janeiras tradicionais e um miniconcerto de Ano Novo, que incluiu “Ave Maria”, de Gunot, ou “Pompa e Circunstância”, de Elgar, na sala das Bicas, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu e quis deixar “quatro palavras”.

As janeiras, afirmou, “traduzem o espírito desta época”, mas que deve “transitar para as outras épocas ao longo ao ano”, em que se deve respeitar a riqueza de quem pensa “de maneira diferente”. “Seria insuportável de viver numa sociedade que fosse toda igual, igual nas ideias, nos projetos, nas ambições das pessoas, nas carreiras, nos sonhos”, afirmou.

Para Marcelo, é preciso “saber conjugar as ideias”, que são diversas, mas deve também existir “um respeito recíproco, uma aceitação do pensamento dos outros”. É preciso, disse, “saber não ultrapassar nunca um limite, um patamar que afaste a violência, a agressividade excessiva, que afaste as tentações ou provocações no sentido de radicalizar o que depois empobrece o espírito de família”.

O chefe do Estado convidou a Sociedade Musical Vouzelense a cantar as Janeiras em Belém, depois de ter visto os músicos, na sua maioria jovens, nas férias de Verão de 2018, quando visitou zonas do país afetadas pelos grandes incêndios do ano anterior.

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