CDS-PP

CDS discute critérios para listas de deputados

Tanto Raul Almeida como Matos Santos desaconselham Cristas a impor decisões, sem ter em conta a opinião das estruturas distritais.

Cristas reúne, de manhã, a comissão política nacional, ficando a tarde reservada, em Oliveira de Frades, Viseu, para a reunião do conselho nacional

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O CDS-PP arranca este sábado o processo de escolha de candidatos às legislativas, numa altura em que grupos e tendências internas reclamam, com mais ou menos vigor, lugares elegíveis de deputados. Este debate é lançado por Assunção Cristas, a líder do partido, num conselho nacional do CDS, a cerca de nove meses das eleições legislativas, já agendadas para 06 de outubro.

A direção nacional não divulgou ainda os critérios, o que só deverá fazer este sábado, dia em que Cristas reúne, de manhã, a comissão política nacional, ficando a tarde reservada, em Oliveira de Frades, Viseu, para a reunião do conselho nacional.

As poucas declarações conhecidas de Assunção Cristas nesta questão foram, há semanas, numa entrevista a um jornal da Universidade Católica de Braga, ao defender que os candidatos devem ter “dimensão nacional” e “qualidade” para acompanharem os temas na Assembleia da República.

Raul Almeida, ex-deputado e que representa a lista alternativa liderada por Filipe Lobo d’Ávila no conselho nacional, afirmou à Lusa que este grupo “não exige lugares” nas listas nem quer negociar diretamente com a líder, mas admitiu que a bancada reflita “a diversidade no congresso”.

Já Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), uma corrente interna do partido, defendeu, também à Lusa, que as escolhas devem ser feitas “de baixo para cima” e as “distritais devem ter a palavra primordial, obviamente concertada” com a comissão política nacional e Assunção Cristas. Para este dirigente, que tem assento na comissão política de Cristas, deve ser tida em conta a representatividade das três listas a votos no congresso de março de 2018 (cerca de 30%).

Tanto Raul Almeida como Matos Santos desaconselham Cristas a impor decisões, sem ter em conta a opinião das estruturas distritais. A Juventude Popular tem uma posição há muito conhecida de voltar a ter representação no grupo parlamentar do partido, que deixou de ter em 2015.

Nas legislativas de outubro de 2015, o CDS o concorreu em coligação com o PSD, tendo os dois partidos obtido 36,8% dos votos. Os centristas elegeram 18 deputados.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política

A direita deve unir-se num só partido /premium

André Abrantes Amaral
191

Perante a bipolarização escamoteada da política portuguesa uma coligação pré-eleitoral, de preferência uma fusão do PSD, CDS e Aliança num só partido de direita não só se torna necessária como natural

Governo

2019 no mundo e em Portugal

Inês Domingos

Vinte anos depois do calendário, passada a crise, 2019 é o ano em que política, social e economicamente entramos realmente no novo século. Este Governo está aflitivamente impreparado para o enfrentar.

Política

O Povo é sempre o mesmo

Pedro Barros Ferreira

Trump e Bolsonaro não apareceram de gestação expontânea, antes pela sementeira criada pelos partidos e políticos que nada fazem, mas que dizem que tudo deve mudar para que, afinal, tudo fique na mesma

Governo

2019 no mundo e em Portugal

Inês Domingos

Vinte anos depois do calendário, passada a crise, 2019 é o ano em que política, social e economicamente entramos realmente no novo século. Este Governo está aflitivamente impreparado para o enfrentar.

Política

O Povo é sempre o mesmo

Pedro Barros Ferreira

Trump e Bolsonaro não apareceram de gestação expontânea, antes pela sementeira criada pelos partidos e políticos que nada fazem, mas que dizem que tudo deve mudar para que, afinal, tudo fique na mesma

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)