A Ordem dos Médicos pediu esta segunda-feira um “apuramento rápido” das causas do “aumento da mortalidade infantil”, que, segundo dados provisórios da Direção-geral da Saúde, registou em 2018 o valor mais elevado desde 2013.

De acordo com os dados oficiais ainda provisórios, os valores da mortalidade infantil são apenas ligeiramente acima dos que foram verificados em 2016. Segundo dados provisórios esta segunda-feira divulgados no site da Direção-geral da Saúde (DGS), a taxa de mortalidade infantil foi no ano passado de 3,28 mortes por cada mil nados vivos, quando em 2017 tinha sido de 2,69 e em 2016 de 3,24.

A evolução da taxa de mortalidade infantil (até ao 1.º ano de vida), noticiada esta segunda-feira pelo Correio da Manhã, levou a Ordem dos Médicos a apelar à DGS para que retire conclusões finais sobre as causas de cada morte.

Na nota, o bastonário Miguel Guimarães considera que os dados, ainda preliminares, são “preocupantes”. A nota da Ordem refere que os números brutos da mortalidade infantil mostram que em 2017 houve 229 óbitos e em 2018 se registaram 289, ou seja, um acréscimo de 60 mortes num ano.

A mortalidade infantil é um dos indicadores com evolução mais positiva no nosso país, motivo de referência a nível internacional. Sabemos que o aumento da idade média da maternidade e o maior recurso a tratamentos de fertilidade podem ter algum impacto negativo na mortalidade infantil. Ainda assim, este aumento merece uma rápida análise por parte do Ministério da Saúde para evitar um clima de desconfiança dos utentes em relação ao sistema de saúde”, refere a Ordem dos Médicos.

Na nota divulgada esta segunda-feira no site, a Direção-geral da Saúde considera que “o número de mortes infantis em 2018 (dados provisórios) não se reflete de forma relevante na taxa de mortalidade infantil, uma vez que também se verificaram mais nados-vivos”.

Aliás, a DGS destaca que o valor da taxa de mortalidade infantil em 2018 é “similar ao verificado em 2016”.

E já nesse ano, em 2016, a autoridade de saúde frisa que Portugal se situava entre os melhores países da União Europeia no que se refere à mortalidade infantil.