Acidente Rodoviário

Mortes na estrada sob influência de álcool atingem valor mais alto

Em 2017, foram registados 977 óbitos positivos para o álcool, 36% dos quais foram atribuídos a acidentes (incluindo os de viação), 33% a morte natural, 17% a suicídio e 5% a intoxicação alcoólica.

Dos 170 mortos em acidentes de viação, cerca de 80% eram condutores, 14% peões e 6% passageiros

JOSE COELHO/LUSA

Cento e setenta pessoas morreram em 2017 em acidentes de viação sob a influência do álcool, o valor mais elevado dos últimos cinco anos, segundo o relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Em 2017, foram registados 977 óbitos positivos para o álcool, 36% dos quais foram atribuídos a acidente (incluindo os de viação), 33% a morte natural, 17% a suicídio e 5% a intoxicação alcoólica.

“Cerca de 46% dos 44 óbitos por intoxicação alcoólica apresentaram resultados positivos só para o álcool, e em metade dos casos foram detetados só álcool e medicamentos, em particular benzodiazepinas”, adianta o relatório anual sobre “A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência”, divulgado esta quarta-feira.

Dos 170 mortos em acidentes de viação, cerca de 80% eram condutores, 14% peões e 6% passageiros. “Em 2015 inverteu-se a tendência de descida contínua do número de vítimas mortais de acidentes de viação sob influência do álcool, sendo o valor de 2017 o mais elevado dos últimos cinco anos, apesar dos registados neste período terem sido inferiores aos do anterior quinquénio”, refere o documento.

Segundo o relatório, foram registados no ano passado 19.848 crimes por condução com excesso de álcool, representando 38% do total de crimes contra a sociedade e 6% da criminalidade registada em 2017, o que indica uma tendência de decréscimo nos últimos cinco anos.

No final de 2017, 233 pessoas estavam detidas por crimes de condução em estado de embriaguez ou sob a influência de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas, representando um decréscimo pelo segundo ano consecutivo.

O inquérito anual realizado aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional, em 2017, revelou que as prevalências de consumo de álcool se enquadraram nos resultados do ano anterior e de outros em populações escolares, sendo que em relação aos alunos de 18 anos, persistem algumas diferenças nos padrões de consumo, como “um maior consumo diário e, sobretudo, uma menor prevalência de embriaguez”.

As prevalências de consumo de qualquer bebida alcoólica foram de 89% ao longo da vida, 85% nos últimos 12 meses e de 67% nos últimos 30 dias. Cerca de 8% destes jovens de 18 anos declarou ter um consumo atual diário ou quase diário de bebidas alcoólicas.

“Os consumos, e em particular os de risco acrescido, continuam a ser mais expressivos nos rapazes, existindo heterogeneidades regionais – com o Alentejo a continuar a apresentar valores tendencialmente mais elevados -, que importa monitorizar para uma maior adequação das intervenções loco-regionais”, defende o relatório.

Em 2017 estiveram em tratamento no ambulatório da rede pública, 13.828 utentes com problemas de álcool. Dos que iniciaram tratamento, 1.047 eram readmitidos (+53 face ao ano anterior) e 3.352 novos utentes (-11%).

Foram registados 4.425 internamentos hospitalares com diagnóstico principal atribuível ao consumo de álcool, menos 18% do que em 2016, a maioria relacionados com doença alcoólica do fígado (62%) e a síndrome de dependência alcoólica (29%

O número médio de anos potenciais de vida perdidos por doenças atribuíveis ao álcool foi de 13,7 anos nos homens e 11,7 nas mulheres.

Segundo o relatório, foram fiscalizados no ano passado 12.052 estabelecimentos comerciais, tendo sido aplicadas 98 contraordenações relacionadas com a disponibilização ou venda a menores, um número que tem vindo a crescer nos últimos três anos.

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