Pelo menos treze pessoas exigem uma autópsia ou a abertura de uma investigação criminal às circunstâncias da morte do cantor norte-americano James Brown, que morreu em dezembro de 2006. Entre os envolvidos está o médico Marvin Crawford, que assinou a certidão de óbito do “padrinho” do soul, num hospital de Atlanta, no Estado da Georgia, nos Estados Unidos da América.

A história resulta de uma investigação realizada desde 2017 pela cadeia de televisão CNN e que foi divulgada esta terça-feira, reunindo testemunhos de 140 pessoas. Em declarações exclusivas à estação, o médico admite que nunca acreditou que James Brown tenha morrido de “causas naturais”. Ao médico junta-se após uma investigação forense.

Marvin Crawford revela ainda que horas após a morte do cantor, recomendou que fosse feita uma autópsia, mas a filha Yamma Brown terá recusado o pedido. À CNN Yamma não conseguiu explicar os motivos para a sua decisão. Outra das suspeitas levantadas pela investigação é a de que o túmulo do cantor estará vazio.

Segundo informações transmitidas na altura da morte, James Brown morreu aos 73 anos, na consequência de um ataque cardíaco e devido a fluídos nos pulmões, mas doze anos depois, a tese não é consensual. Na altura, um amigo do cantor, Andre White, tinha pedido uma investigação policial à morte do cantor, mas o pedido nunca foi concedido. White e outros amigos suspeitavam de que James Brown tivesse sido assassinado.

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A investigação analisa ainda as circunstâncias da morte da terceira mulher do cantor, Adrienne Brown. Adrienne morreu em 1996 enquanto recuperava de um cirurgia plástica. Apesar de as autoridades não terem encontrado nenhum vestígio de crime, as amigas desconfiaram sempre que ela tivesse sido assassinada. Em 2017, a CNN divulgou uma série de documentos cedidos por um ex-inspetor da polícia, responsável pela investigação à morte de Adrienne Brown. O inspetor confessou que o médico responsável pela cirurgia de Adrienne tinha confessado o assassinato da mulher por overdose. Confrontado pela CNN, o médico negou todas as acusações.

Todas estas suspeitas foram levantas numa primeira fase por artista de circo chamada Jacque Hollander que dizia ter informações sobre a morte de James Brown. Jacque Hollander trabalhou como compositora com o cantor em 1998 e acusa-o de a ter violado. Depois disso, terá começado a guardar uma série de provas contra ele. Os jornalistas responsáveis pela investigação analisaram cerca de 1.30o páginas de texto de mensagens do telemóvel de Jacque Hollande.