Há 38 anos estreava-se ”O Submarino”, do realizador, produtor e argumentista alemão Wolfgang Petersen (o mesmo de títulos tão diferentes como “A História Interminável”, “Air Force One” ou “Fora de Controlo”). O filme adaptava a autobiografia e bestselller com o mesmo nome de Lothar-GüntherBuchheim. Na altura, o filme alcançou sucesso nas bilheteiras e foi nomeado para os Óscares nas categorias de Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado.

Agora, vai estrear-se em Portugal a série de oito episódios que é uma sequela do filme, e não um remake, como já esclareceu a produtora da série, Bavaria Film, no twitter. Citados pela Variety, os argumentistas Johannes W. Betz e Tony Saint confessaram que “seria problemático fazer uma sequela a sério. Foi preciso encontrar o caminho para a série que fizesse o público ficar à espera de ver o filme e, ao mesmo tempo, um programa completamente diferente.”

[o trailer de “O Submarino”:]

No filme original, a história é a de uma tripulação em dificuldades, a bordo de um U-Boat no meio do Atlântico, em plena Segunda Guerra Mundial. Nesta nova série, a ação passa-se nove meses depois do filme original, e conta duas histórias que se cruzam: a vida da tripulação alemã do navio comandado por Klaus Hoffman, interpretado por Rick Okon; e Simone Strasser, nazi que é tradutora de francês, que se vê dividida entre a Resistência Francesa e os alemães e numa história de amor proibido. No papel de Simone está a atriz Vicky Krieps.

O elenco da série é internacional e os diálogos acontecem em inglês, francês e alemão. Foi rodada durante 105 dias em Munique, La Rochelle e Malta, com um orçamento de 32 milhões de dólares (mais de 28 milhões de euros). A estreia internacional aconteceu no final de 2018 e foi por essa altura que o produtor Moritz Polter confessou: “Quero que as pessoas façam binge-watching [ver os episódios todos de seguida, rapidamente] e funcionou”. Na Sky Italia, por exemplo, alcançou os melhores resultados de sempre de uma produção europeia em paybox.