CTT

ANACOM e CTT trocam acusações sobre divulgação de “informação enganosa”

ANACOM acusou os CTT de divulgarem “informação enganosa” quanto à evolução do número de reclamações. CTT rejeitam a acusação e dizem que a informação do regulador é parcial

CTT foram desmentidos pela ANACOM em comunicado lançado esta terça-feira

LUSA

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) acusou esta terça-feira os CTT de divulgarem “informação enganosa” quanto à evolução do número de reclamações apresentadas pelos consumidores em 2018. O regulador garantiu, numa nota enviada às redações, que “solicitou esclarecimentos aos CTT sobre a informação que suportou o seu comunicado, tendo os elementos recebidos no dia 18 de fevereiro permitido confirmar que os CTT divulgaram informação enganosa”.

Os CTT já responderam às acusações da ANACOM, rejeitando as acusações do regulador e reiterando os números que apresentaram a 13 de fevereiro.

Na origem da troca de acusações está uma nota de imprensa dos CTT, divulgada pela empresa no dia 13 de fevereiro, que dava conta de que “as reclamações totais de serviços postais recebidas pelos CTT caíram 7% em 2018 face a 2017”. A ANACOM tinha divulgado, no mesmo dia, uma nota a dizer que “as reclamações sobre o setor postal aumentaram 43,3% em 2018, passando de 16 mil em 2017 para 22,9 mil em 2018”.

Especificamente sobre os CTT, o número de reclamações “aumentou 35,8% face a 2017 (passando de 14,6 mil reclamações para 19,9 mil reclamações)”, garantiu a ANACOM. Estes dados, salientava o regulador, “não incluem os pedidos de informação classificados como tal pelos utilizadores no livro de reclamações eletrónico” e são baseados não só nas reclamações apresentadas através deste instrumento, mas também nas que foram enviadas diretamente à ANACOM.

O organismo adianta que, na nota dos CTT “induzia-se a conclusão de que tal redução respeitaria apenas a reclamações, quando, na verdade, correspondia à soma das reclamações e dos pedidos de informação relativos a serviços postais recebidos pelo Grupo CTT”.

“Estas duas categorias, que no seu conjunto terão tido uma redução de 7% em 2018 face a 2017, não podem nem devem ser confundidas, já que têm uma natureza clara e completamente distinta entre si. Consideradas separadamente, como não pode deixar de ser, observa-se que o grupo CTT registou no seu sistema interno um aumento de 9% das reclamações recebidas (e uma redução de 40% dos pedidos de informação recebidos)”, garante a ANACOM.

O regulador recordou ainda “quanto à informação que os CTT referiram no seu comunicado de 13 de fevereiro que iriam enviar à ANACOM sobre as reclamações e pedidos de informação recebidas no ano 2018 relativas ao serviço postal universal, rececionada nesta Autoridade no próprio dia 13 de fevereiro, constata-se que o número de reclamações recebidas, quer no livro de reclamações quer por outros canais, e já classificadas pelos CTT como reclamações, aumentou 2,4% em 2018 face a 2017”, garantiu a entidade.

Já depois da nota da ANACOM, os CTT rejeitaram em comunicado terem divulgado “informação enganosa”, reiterando os dados divulgados no passado dia 13 e complementados esta terça-feira. E dizem que a informação da ANACOM “não permite ter uma visão global”, não levando em consideração o total das solicitações.

“A informação divulgada pela ANACOM, ao isolar reclamações e considerar apenas as recebidas por alguns canais, dos quais um implementado em meados de 2017, não permite ter uma visão global. Além disso, a ANACOM desconsidera o total das solicitações”, salientam os CTT.

Assim, os CTT dizem ter divulgado “a variação do total de reclamações e pedidos de informação, tal como referido no comunicado do passado dia 13”. Esta terça-feira os CTT “detalharam essa informação, confirmando que o total de pedidos de reclamações e de pedidos de informação caíram 7%, correspondendo a um aumento de 9% das reclamações em sentido estrito”.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições Europeias

Não há eleições europeias /premium

João Marques de Almeida

O parlamento europeu serve sobretudo para reforçar o poder dos grandes países, cujos partidos dominam os grupos políticos e, principalmente, as comissões parlamentares se fazem as emendas legislativas

Política

O caso Berardo e o regresso a Auschwitz

Luís Filipe Torgal

A psicologia de massas, manipulada pelos novos cénicos «chefes providenciais», vai transfigurando a história em mito, crendo num «admirável mundo novo», depreciando a democracia, diabolizando a Europa

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)