Dois jogos, dez golos. A noite da Champions teve razões de sobra para festejar (ou meter a viola no saco, depende da perspetiva) mas o hat-trick de Cristiano Ronaldo que permitiu à Juventus chegar a uma fantástica reviravolta na eliminatória frente ao Atl. Madrid depois da derrota por 2-0 em Espanha acabou por arrebatar todas as atenções. E não foi por falta de concorrência, vendo o que se passou em Inglaterra: partindo em vantagem para a segunda mão (3-2), o Manchester City cilindrou o Schalke 04 por 7-0, naquela que foi a derrota mais pesada de sempre de um conjunto germânico na competição.

E se em Itália houve um português que marcou três golos, além de outro que fez mais uma grande exibição com uma assistência para golo (João Cancelo), também o conjunto britânico teve um internacional em destaque com o seu “hat-trick“: Bernardo Silva, o jogador que mais elogios continua a receber por parte de Pep Guardiola, marcou um golo, fez uma assistência para Gabriel Jesus e ainda sofreu uma grande penalidade que acabaria por ser transformada “à Panenka” por Kun Agüero.

Os alemães ainda conseguiram resistir ao jogo ofensivo dos citizens na primeira meia hora de jogo mas sairiam para o intervalo em desvantagem com três golos sofridos em menos de dez minutos: o argentino inaugurou o marcador de penálti, após falta sobre o esquerdino ex-Mónaco (35′); o mesmo Agüero aumentou para 2-0 apenas três minutos depois na sequência de mais uma grande combinação culminada por um passe de calcanhar de Sterling (38′); e Leroy Sané, tal como tinha acontecido em Gelsenkirchen, apontou o 3-0 contra a antiga equipa depois de um grande passe de Zinchenko (42′).

No segundo tempo, os ingleses continuaram a jogar de forma rápida e objetiva, perante um conjunto adversário sem soluções defensivas e ofensivas para preparar a verdadeira avalanche de futebol do campeão inglês. E se mudou aos três, acabou aos sete: Sterling marcou o 4-0 após cruzamento ao segundo poste de Sané (52′); Bernardo Silva aumentou para 5-0 depois de mais uma assistência do internacional alemão (71′); Phil Foden apontou o 6-0 servido mais uma vez pelo esquerdino germânico (78′); e Gabriel Jesus fechou as contas com um remate colocado de meia distância após passes do internacional português (84′).

“Estivemos incrivelmente bem, jogámos de forma rápida, tivemos uma boa dinâmica, transições e marcámos sete golos”, frisou no final Pep Guardiola, antes de uma frase que promete ser muito comentada nos próximos dias, quando assumiu quem preferia que ganhasse entre Liverpool, grande rival na luta pela Premier League, e a antiga equipa, o Bayern. “Quero jogar contra o Bayern. Sou parte do clube. Adoro Munique, adoro o Bayern. Tenho muitos amigos lá”, assumiu o espanhol.

O antigo técnico também do Barcelona, onde ganhou duas Ligas dos Campeões, teve ainda uma palavra de apreço com Danilo, internacional brasileiro e antigo jogador do FC Porto. “Quero falar dele porque foi incrível. Colocámos como lateral esquerdo e não se queixou; colocámos como lateral direito e não se queixou; colocámos como médio nos últimos minutos da final da Taça da Liga com o Chelsea e não se queixou; joga como central e não se queixa…”, destacou.